Disputa de carteira na sala de aula termina em tragédia – Estudante (de 16 anos) mata colega à facada no Cuanza Norte
Disputa de carteira na sala de aula termina em tragédia - Estudante (de 16 anos) mata colega à facada no Cuanza Norte
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Uma simples disputa de carteira escolar entre dois estudantes do Complexo Escolar Hoji-ya-Henda, vulgo 18-A, localizado no bairro dos Coqueiros, em Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, terminou em tragédia.

Um estudante, de 16 anos, matou à facada o seu colega de turma, na sequência de uma disputa para ocupação de carteira escolar. O facto ocorreu na terça-feira, 19, por volta das 11 horas da manhã, naquela instituição pública de ensino secundário.

Segundo testemunhas, na sequência da briga, o colega pegou numa faca, que se encontrava camuflada na sua roupa, e desferiu um golpe na região abdominal da vítima de 14 anos, identificado apenas por Dorivaldo, mais conhecido por “Dó”, que ainda foi socorrida no Hospital Provincial, onde acabou por morrer.

Em declarações à imprensa, a directora da instituição escolar, Domingas Galho, informou que já se têm registado rixas entre alunos no estabelecimento de ensino, mas sem registo de vítimas mortais.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Cuanza Norte, inspector-chefe Edgar Salvador, confirmou o facto, adiantando que o adolescente já está detido e será apresentado ao Ministério Público.

Reacção do MEA

Face a tragédia registada, a direcção provincial do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) lamentou o infortúnio, reiterando o apelou ao Gabinete Provincial da Educação para a resolução do velho problema de as carteiras nas salas de aulas.

“De referir que o caso de insuficiência de carteiras nas salas de aulas é um problema grave nas nossas escolas, e existem salas que possuem apenas 12 a 14 carteiras para um universo de 60 a 70 alunos”, sublinhou a nota do MEA/Cuanza Norte em posse do Imparcial Press.

O informe acrescenta ainda “as brigas nessas escolas como a do bairro da Posse e tantas outras, têm sido constantes e os mais fortes chegam a ocupar duas a três carteiras e depois oferecem ou vendem para os mais fracos”.

“Dizer que em vários encontros mantidos com o Gabinete Provincial da Educação, o MEA sempre tem levantado a preocupação da ausência de carteiras, manuais escolares, brigas nas escolas, merenda escolar, porém quem governa alega não existir dinheiro suficiente para solucionar algumas das preocupações”, enfatizou, questionando “mais quantos jovens terão de morrer por causa de uma carteira?”

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