“A industrialização é indispensável para o desenvolvimento (…) Nós não somos pobres, mas, estamos pobres” – Filomena Oliveira
"A industrialização é indispensável para o desenvolvimento (...) Nós não somos pobres, mas, estamos pobres" - Filomena Oliveira
Filomena Oliveira

No discurso directo é fácil de ser compreendida. Sem rodeios, chama as coisas pelos nomes e cheia de lições para partilhar com as diferentes áreas e classes profissionais. Filomena Oliveira fala nesta entrevista que concedeu ao único diário do país, em Malanje, sobre a Feira Agro-industrial, mas muito mais da necessidade de os organismos compreenderem que só interdependentes se chegará muito mais rápido aos objectivos.

Qual o balanço da 1ª Feira Agro-industrial, realizada em Malanje?
A Feira Agro-industrial de Angola, realizada em Malanje, representa e celebra um grande ganho da paz. Sem a paz não teria sido possível aqui estarmos, sobretudo, representa a grande oportunidade que nos foi deixada enquanto legado a todos os angolanos que deram a vida por essa paz, essa grande oportunidade para podermos produzir mais e alcançarmos a sustentabilidade alimentar dentro dos padrões mínimos de segurança alimentar.

E quais os números desse evento?
Dizer que foi um espectáculo. Conseguimos reunir 205 expositores, sete províncias, alguns chegaram às quatro da manhã do dia da inauguração, as infra-estruturas são efectivamente o “calcanhar de Aquiles” para o desenvolvimento económico do país no seu todo e as estradas precisam de uma atenção particular. As feiras agro-industriais são, efectivamente, a grande oportunidade para potenciar esse desenvolvimento que tanto almejamos: a nível económico, a sustentabilidade e a segurança alimentar, que nos permita antes de mais, o intercâmbio de experiências entre municípios e empresas e vice-versa, com novas tecnologias, novas ideias, enfim.

De que forma a Feira Agro-industrial potenciou esse intercâmbio a que se refere?
Para dar um exemplo, encontramos dentro daquilo que são os produtos já transformados localmente, por exemplo o gindungo, desde a forma natural, em verde, maduro, seco e depois processado em três formas de moagem, tendo uma delas o valor de oito mil kwanzas o quilograma. No entanto, isso significa que a industrialização é uma condição sine qua non para podermos ter, efectivamente, o desenvolvimento, porque estamos a criar muitos instrumentos de apoio à produção. Produção essa que deve estar alinhada numa cadeia de valor de transformação.

Mas há muito por fazer nesse sentido…
Ouvimos muitos clamores de que se estraga muito produto nas lavras. Então, a questão é que temos de trabalhar muito mais e integrados. Os ministérios do sector primário, do sector produtivo, têm que trabalhar com o ministério da transformação ou da indústria, que é o sector secundário e com o sector terciário, que é o comércio e serviços para podermos ter a cadeia de valor assegurada.

Isso, de certeza, agrada ao agricultor ou produtor nacional…
O agricultor, quando coloca a semente na terra, sabe que dali a tantos meses vai ter uma colheita e há uma previsão de colheita havendo excepções de pragas ou de clima, a previsão é contabilizável. Então, porque é que durante este período já não estamos a interagir de forma a colocarmos esse produto a nível da comercialização ou a nível da transformação e não ficarmos à espera que o produto esteja maduro para a colheita e depois virmos todos a correr a dizer que está tudo estragado e muitas vezes quando o IDIIA, neste caso, tutelado pelo Ministério da Indústria e Comércio e o instituto que responde pela execução da política industrial, muitas vezes quando solicitamos aos Gabinetes da Agricultura e aos municípios, que produtos são esses que se estragam, raramente nos conseguem dizer o que aconteceu. Quando, onde e que quantidades… Isso significa que precisamos trabalhar muito mais em conjunto, para podermos integrar a produção, a transformação, o comércio e serviços e assegurarmos, assim, mais valor acrescentado às próprias famílias.

Está a dizer que nem sempre é verdadeira a reclamação que se ouve de produtos com altas quantidades a estragarem-se?
Dou um exemplo: quando pressiono e peço o nome de um produto que se está a estragar. Eles dizem, “tomate”. Bom, ok. E porque é que se estraga o tomate? A galinha come, o porco também come, mas se estiver maduro e não tiver escoamento, pode lavar o tomate, cortar ao meio e secar, da mesma forma que se seca o peixe, a folha, o cogumelo. Então, vira o tomate até secar. Não o põe no chão, mas sim na tarimba, da mesma forma que tratamos os outros alimentos e secamos.

Ou seja, há forma de conservar os produtos para não se estragam…
Sim. Faz-se a extensão da vida do produto. Notar que há um trabalho de pesquisa feito nos nossos supermercados, em Luanda, encontramos 100 gramas de tomate importado da Itália, que é vendido a 7.840 kwanzas. Então, olhamos e perguntamos: porque é que isso acontece? Porque estamos a trabalhar de forma desintegrada, a agricultura é só agricultura, a indústria é só indústria, o comércio é só comércio. Não pode ser. Tem que haver integração. E o bem que ganhamos dessa integração de custos e de recursos é que transformamos os produtos agrícolas de uma forma muito mais célere, com muito menos perdas e mais ganhos, sobretudo, acrescentando ou incrementando o rendimento das famílias. Gostamos muito de falar de pobreza, mas está errado. O que está certo é falar na incrementação do rendimento das famílias.

O que falta nesse processo então?
Falta mais trabalho em conjunto. Falta, a nível da coordenação económica, sermos capazes de trabalhar mais em conjunto. Esta feira é um exemplo disso, Agro-industrial. Até aqui, tínhamos feiras agrícolas, feiras pecuárias, de indústria, mas, na realidade, o ganho é termos a integração em “Feiras Agro-industriais”.

Isso exigiria muita interdependência…
Sim. Para o caso concreto da Feira Agro-industrial, temos também a particularidade de termos no nosso Ministério (Indústria e do Comércio) representados dois dos três sectores da Economia. Então, já temos um grande ganho. Se vistes bem, nessa feira, tivemos um stand onde estavam, absolutamente, todas as áreas que intervêm quer no comércio, na indústria, na qualidade, nas infra estruturas para a indústria e, inclusivamente, representadas aqui no trabalho de extensão dos serviços do Ministério da Indústria e Comércio, a província, os munícipes e também a todos os visitantes que vieram de fora.

Ou seja há uma racionalização de custos?!…
Essa integração e a racionalização de custos e recursos é que vai nos levar a um patamar de rentabilidade maior dos produtos, dos esforços de crédito, dos esforços das famílias, para transformarmos o produto, estendermos a vida útil do produto, mas, sobretudo, começarmos a introduzir muitas técnicas.

Essa mensagem deve chegar às empresas e aos empresários…
Tivemos aqui vários representantes de empresas, inclusive uma de Benguela, a Nova Fumetal, que, sozinha, já produz com angolanos um conjunto de máquinas que ainda estamos a importar. Portanto, vai haver um trabalho grande feito com o IDIIA e com esta empresa, incluindo o trabalho nas penitenciárias, porque o IDIIA tem uma parceria com as penitenciárias. Estamos a tratar com uma empresa âncora nas madeiras. Temos algumas nas confecções, vamos incrementar as confecções e vamos introduzir a serralharia e a metalomecânica para que os cerca de 24 ou 25 mil residentes nas penitenciárias possam ter acesso a uma formação, entrarem também na cadeia produtiva dos produtos finais ou pequenas e médias indústrias, que possam alavancar a produção das famílias a nível dos municípios e das comunas.

Deixa-me só voltar ao tema da reclamação dos produtores sobre as dificuldades na evacuação da produção para os grandes centros comerciais. Essa é uma falsa ideia?
Não e sim, ou sim e não (…risos). As infra-estruturas, em qualquer país, têm de ser a base do desenvolvimento e o transporte é crítico na logística entre a produção, no comércio e a transformação. É crítica. Sabemos que no pós-guerra, Angola fez um esforço enorme na recuperação de muitas infra-estruturas, mas pecamos por não sermos capazes de fazer a manutenção dessas mesmas infra-estruturas.

O que deve ser feito?
Cada vez mais é solicitado aos próprios actores da economia que sejam capazes, também, de ser proactivos. Lembro-me, eu cresci no Curoca, como já ouviram falar, lembro-me que numa época do ano o meu pai doava comida à Administração para que numa acção de comida pelo trabalho, fosse possível o arranjo das estradas secundárias e terciárias para que os carros pudessem passar. É possível isso acontecer. Agora, sentarmo-nos e sistematicamente pedirmos que o Governo central faça é complicado, porque cada um de nós pode efectivamente arranjar a sua estrada em acções conjuntas, se quisermos fazer e mobilizar.

O que é difícil compreender nesse processo?
Agora, também me parece estranho que empresários que estão a trabalhar em regiões remotas, que eles próprios não tenham essa iniciativa, igualmente, com outros empresários ou em parceria com as próprias administrações municipais no sentido de comida pelo trabalho ou outra forma que seja encontrada e negociada para que se possa então, no mínimo, dar arranjos às estradas para que seja transitável e sobretudo para que tenha a função económica do escoamento dos produtos do campo para a cidade e da cidade para o campo.

Ou seja, a economia tem que funcionar…
Essa economia tem que funcionar e as infra-estruturas são extremamente importantes. O mesmo temos a dizer em relação à malha ferroviária. Precisamos de incrementá-la. Sei que, por exemplo, o comboio de passageiros não chega a Malanje, não se sabe bem porquê. É uma questão de marketing, questão de se estudar o problema em si, fazer-se a avaliação de quando e se calhar uma vez por mês ou uma vez por semana, duas vezes por semana, o estudo com a própria Academia devia dizer a operadora que seria viável ou não fazer-se esse trabalho. Agora, ter uma rede ferroviária e não estarmos a utilizá-la no seu todo, parece-me um pouco complicado, porque, no mínimo, poderíamos ter comboio misto, que levasse mercadoria e ajudar-nos-ia no escoamento de produtos.

A Feira Agro-industrial, no fundo, também se posiciona nessa direcção?
Dizer que estas feiras agro-industriais ou quaisquer outras feiras têm um impacto muito grande na própria província, sobretudo a nível do turismo. Para fazer-se turismo, temos que ter, efectivamente, hotéis, camas, comida, combustível, segurança, ter efectivamente a capacidade de vender algo que não é só comida, mas que é cultura, que é tradição e essa é a integração que é necessária.

Nos outros países fazem-no melhor que nós e chegaram a essa conclusão mais rápido. Não nos podemos esquecer que Malanje, hoje, está sem quartos, por exemplo, por causa da Feira Agro-industrial, que também caiu num fim-de-semana prolongado, mas, será que Malanje estava preparada com toda a logística necessária e suficiente? Por exemplo, os hotéis estão cheios e têm que incrementar o serviço, têm que incrementar a logística da comida e a nós dizem a comida acabou, depois ficamos duas horas à espera de um bife e há outras questões, que têm a ver com a poluição sonora, por aí, por aí, que está regulado; tem lei, mas somos indisciplinados.

Essa questão entra no quadro das deficiências?
Eu não digo das deficiências. Identificam-se as deficiências como uma oportunidade de se corrigir e de se poder potenciar ainda mais aquilo que é a província de Malanje neste caso, no seu todo. Mas, isso acontece em qualquer outra província onde venham a acontecer actividades deste tipo, que têm sempre um grande impacto a nível da própria província e do turismo, que acaba por ser uma actividade congregradora de várias outras. Precisamos de ser mais criativos, e também fazermos mais intercâmbio. Esse trabalho que fizemos directamente com os expositores e com as cooperativas, pois estão aqui 40 cooperativas representadas, com os municípios, acaba por trazer a mente que o potencial é realmente grande. Agora temos que arregaçar as mangas e fazer.

Não sente que falta também algum aprendizado para muito do que disse ser realizável por nós mesmos?
É preciso experimentar. Ninguém nos ensinou ou se calhar lá atrás nos ensinaram como secar peixe, como secar o cogumelo, como secar a folha. Então, porque não secarmos o tomate, por exemplo? Quem diz tomate, diz outros produtos, porque podemos igualmente transformar a batata doce em farinha.

E não estamos a fazer porquê?
O potencial está aí. Então, essa interacção, Ministério da Indústria e Comércio e o IDIIA com as províncias, ajuda-nos a fazer todo esse levantamento do grande potencial que está adormecido, que pode perfeitamente ser tratado. Outra questão muito importante é o registo e a protecção das marcas. Temos muitos bons produtos, mas não estamos a registar as marcas. Isso faz com que qualquer outra pessoa, tal como na música, haja pirataria do seu produto e depois você, ainda pode se tornar em alguém que pega no seu produto que vai registar, você fica como o pirata do assunto, porque não o registou. Ao registar, qualquer outra pessoa que vem imitar a sua marca, entra no âmbito da usurpação de direitos patrimoniais que na gíria se chama de pirataria. Isso é muito importante, porque vimos vários produtos já transformados e que são únicos na sua essência e que precisam dessa protecção. Por essa razão, temos aqui também o Instituto Angolano da Propriedade Industrial, a Escola Nacional do Comércio, o Instituto para a Qualidade de Infra-estruturas. Nas infra-estruturas industriais, os Pólos Industriais da Catumbela e de Viana, também vieram emprestar experiência, porque temos, em Malanje, um pólo que está meio esquecido, mas que a equipa vai continuar para trabalhar aqui em Malanje no sentido de integrar os esforços da província.

Essa é a função dos pólos…
Os pólos das províncias são para benefício das províncias e não do Governo central. Temos de ver como é que, na integração, conseguimos dinamizar os pólos industriais já que, infelizmente, muitas vezes, as administrações municipais atribuem terrenos para a indústria de forma isolada, aqui, ali e acolá, e depois não há energia, não há água, não há tratamento dos esgotos e é muito importante que se faça essa integração no sentido de dinamizarmos um espaço que deve estar ao serviço da província e dos industriais.

Em quatro dias também foi possível ver que com a produção interna é possível a resolução de muitos problemas no país?
A fome do país está intrinsecamente ligada à criação do rendimento. Temos áreas de maior e áreas de menor produção. Digo o que acontece, por exemplo, no município do Curoca, com o problema da seca. A fome é propensa, mais propensa lá, mas porquê é que uma cooperativa de lá não pede uns hectares aqui em Malanje, onde chove sempre para poder fazer a plantação de milho ou qualquer outro tipo de cereal?!.. É então dentro desse espírito que também estas feiras potenciam as ideias no sentido de as podermos realizar em breve e podermos harmonizar.

Quer dizer que o potencial está ali e o resto depende da nossa criatividade e capacidade de fazer?
Sim, o potencial está aí. Angola tem tudo para dar certo, Malanje sobretudo, é capaz de ser responsável pela alimentação de pelo menos no mínimo, 50 porcento das necessidades actuais do país, mas, temos que o potenciar, temos que integrar, temos que trabalhar a agricultura, comércio e indústria sistematicamente, temos muita água, podemos incrementar a produção mais profissionalizada da tilápia que é o “cacusso”, por exemplo, mas, podemos continuar a incrementar essa integração, essa palavra eu vou repetir 500 vezes, mas, é a chave do nosso sucesso.

Definitivamente, é uma defensora da integração…
Porque a integração, repito, ela permite a racionalização dos custos e recursos, fazendo com que não haja duplicação de esforço financeiro numa altura em que nós em Angola temos dificuldades de tesouraria como todos nós sabemos e temos que ser inteligentes o suficiente de olharmos uns para os outros e deixarmos egos de lado, aliás, senhores funcionários públicos qualquer que seja o seu nível, enquanto contratados do Estado, estamos ao serviço do cidadão e por essa razão os nossos egos devem estar sempre em segundo plano e estarmos focalizados naquilo que são efectivamente as soluções de integração para incrementarmos melhor a quantidade, a qualidade da produção daquilo que são as nossas necessidades alimentares e claramente a pobreza ela é automaticamente reduzida com o incremento da criação de rendimento às famílias.

Malanje tem potencialidades para logisticamente fornecer alimentação ao país?
Malanje tem. Dentro da sua dimensão, claro, porque ela não é ilimitada, ela é limitada, à sua área geográfica, mas também a área de solos disponíveis, mas sim, Malanje deve ser mesmo um grande centro de produção, sobretudo de cereais, porque a sua área de maior propensão, mas, não vamos esquecer o algodão por exemplo. Nós temos uma indústria têxtil que precisa de ser alimentada com algodão e Malanje já foi esse grande centro com a ex-Cotonang. Temos a tradição, os mais velhos ainda sabem fazê-lo, mas sim, temos novas técnicas, temos novas sementes. É de todo muito importante que esse algodão seja potenciado para podermos então melhor utilizar o grande investimento que foi feito nas três grandes fábricas têxteis e as contas que fazemos, são muito simples.

Ao menos mercado é que não falta?!…
Se somos cerca de 30, 34 ou 37 milhões de habitantes, por aí, mas vamos dizer que somos 30, um número mais baixo, e se cada cidadão precisar de uma camisa, são 30 milhões de camisas, precisamos de tecido, se cada cidadão precisar de um calção, são 30 milhões de calções ou 30 milhões de calças, portanto, o número está aí, a oportunidade está aí, o mercado está aí e temos que claramente potenciar a área agrícola para incrementar a produção daquilo que são os tecidos nas três grandes fábricas que temos na Satec aqui pertinho no Dondo, na Textang-2 e na África Têxtil por forma a podermos deixar de importar os milhões de dólares que importamos de fardo ou segunda mão. Portanto, não temos necessidade de o fazer, mas temos a obrigação de potenciar essa grande oportunidade até porque o investimento à cabeça já foi feito no que diz respeito à indústria em si, então, agora é casar, incrementar e integrar a questão da produção do algodão mas, no entretanto, incrementar também a produção das confecções.

O que a Feira lhe deu a ver nesse sentido?
Nós aqui à volta da feira tivemos muitas mamãs que cosem, em todos os mercados do nosso país nós encontramos ou uma mamã ou um alfaiate, todos eles cosem, então, é parte da obrigação do IDIA, incrementar também essa questão. Nesse sentido estamos a assinar um acordo com a Índia, para a formação de formadores certificados, para as confecções e para o mobiliário e trabalho de madeira, portanto, são duas grandes áreas que Malanje é grande no seu potencial, mas que tão logo inicie essa formação, claramente que vamos igualmente incrementar a produção de confecções para equilibrarmos a nossa balança e mais uma vez criarmos rendimentos à família.

Ao que se vê não aceita a designação somos pobres…
A questão da tal palavra “feia” que não gosto, porque “nós não somos pobres”, mas, “estamos pobres”, então, a criação de rendimento é que é a chave para podermos ter um país com mais riqueza para todos, mas, sobretudo com uma vida mais feliz para todos nós. Não faz sentido que sejamos um país tão grande com tantos recursos e que não estejamos ainda a potenciar no seu todo estas grandes riquezas que temos, mas estamos a caminho, temos que acelerar, a integração vai nos ajudar a fazer isso, temos que deixar de trabalhar de forma estanque, temos que ser mais humildes e honestos e trabalhar de mãos juntas porque foi de mãos juntas que esta paz foi conquistada com muito sacrifício e que por isso nos foi deixado esse legado de paz para podermos potenciar a nossa riqueza e criar rendimento para todas as famílias.

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