
O agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) Emanuel Basílio do Espírito Santo, conhecido pelas alcunhas “Fábio” ou “H. Mau”, que assassinou o efetivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e de um mototaxista, terá tentado suicidar-se nas celas do SIC-Geral, em Luanda, enquanto aguardava transferência para Comarca de Viana, segundo avançou o portal Na Mira do Crime.
Segundo informações, a tentativa ocorreu ontem, terça-feira, depois de ao suspeito ter sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva na semana passada.
De acordo com a mesma fonte, o agente, de 33 anos e com a patente de agente de 2.ª classe do SIC, alegadamente utilizou um lençol para tentar pôr termo à vida, tendo sido impedido por operacionais da corporação, após alerta dado por outros reclusos que partilhavam a cela.
Na sequência do incidente, as autoridades terão decidido antecipar a sua transferência para Comarca de Viana, invocando razões de segurança.
O caso remonta à madrugada de 16 de Julho, no bairro Kikuxi, município de Viana, onde foram mortos a tiro, no interior da Esquadra da Vila Azul, Joaquim Afonso Cardoso Gunza, efectivo da PIR, e António Jorge Pedro Fernando, mototaxista de 23 anos.
Conforme o Na Mira do Crime, as investigações permitiram apreender duas armas de fogo do tipo Galil e AKM, permanecendo por localizar a pistola que terá sido utilizada no duplo homicídio.
A investigação procura igualmente um homem identificado apenas por “Madruga”, residente no município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, suspeito de ter acompanhado o principal arguido na ocultação da arma do crime, alegadamente escondida no bairro Quiminha.
A mesma fonte refere ainda que o suspeito terá declarado aos investigadores que, após o crime, contactou um oficial operacional do SIC em Viana, que o terá aconselhado a abandonar o local e a procurar alegados rituais tradicionais para “abafar” o caso.
No âmbito da investigação, já foram detidos um superintendente e um agente de investigação criminal de 3.ª classe do SIC, bem como um intendente da Polícia Nacional, comandante da Esquadra da Vila Azul, um subinspector, chefe de pelotão da mesma esquadra, e um primeiro-subchefe que se encontrava de serviço na data dos factos.