Álvaro Sobrinho (acossado pela justiça) afirma que nunca mais investirá em Portugal
Álvaro Sobrinho (acossado pela justiça) afirma que nunca mais investirá em Portugal
A.sobrinho2

O ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro de Oliveira Madaleno Sobrinho, afirmou esta semana, em entrevista à SIC Notícias, que não pretende voltar a investir em Portugal.

“Em Portugal, o dinheiro é sempre considerado dinheiro sujo”, declarou o antigo banqueiro, que nos últimos anos tem estado sob o escrutínio da justiça portuguesa devido a várias investigações judiciais.

Álvaro Sobrinho é acusado pelo Ministério Público português de desviar cerca de 400 milhões de euros do BESA, parte dos quais terá sido utilizada para a aquisição de bens de luxo em Portugal, incluindo imóveis, relógios e joias. Um dos relógios adquiridos terá custado mais de 600 mil euros.

O empresário enfrenta ainda novas acusações relacionadas com alegados crimes de falsas declarações. O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) apresentou na semana passada uma queixa-crime contra Sobrinho, na sequência de uma investigação jornalística divulgada pela SIC.

Essa investigação revelou que Álvaro Sobrinho perdeu a nacionalidade portuguesa há mais de 40 anos, mas continuou a utilizar documentos portugueses, como o passaporte e o cartão de cidadão, até este ano.

Durante quatro décadas, Sobrinho terá viajado com base nestes documentos, apesar de, legalmente, não ser cidadão português.

Esta semana, em declarações públicas, Sobrinho afirmou que possui actualmente apenas a nacionalidade angolana. “Nunca fui notificado da perda da nacionalidade portuguesa”, disse, acrescentando que apenas foi “interpelado” pelas autoridades no aeroporto de Lisboa, numa viagem proveniente de Angola.

“Foi em Agosto deste ano que as autoridades portuguesas, através da Polícia Judiciária e da PSP, me informaram que tinham ordem para apreender o meu passaporte português e o meu cartão de cidadão”, assegurou o ex-banqueiro.

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