ANASO revela que Angola regista 16 mil novos casos de HIV/Sida por ano
ANASO revela que Angola regista 16 mil novos casos de HIV/Sida por ano
presidente da anaso

O presidente da Rede Angolana das Organizações de Serviços de HIV/Sida, Tuberculose e Malária (ANASO), António Coelho, revelou ontem, sábado, em Luanda, que o país regista uma média anual de 16 mil novas infecções de HIV/Sida e cerca de 13 mil mortes associadas à doença.

A informação foi avançada à imprensa durante uma marcha organizada por ocasião do Dia Mundial da Sida, a assinalar-se neste domingo, 01 de Dezembro. António Coelho disse que 350 mil pessoas vivem actualmente com HIV/Sida em Angola.

A evolução de doentes seropositivos torna a situação preocupante e pode levar a uma situação alarmante, caso não sejam tomadas medidas urgentes, afirmou.

António Coelho assegurou que a falta de actualização dos dados relacionados com o VIH/Sida em Angola tem causado constrangimentos na resposta do ponto de vista da mobilização e quantificação de insumos, como anti-retrovirais e preservativos, que poderão ajudar no tratamento e evitar novas infecções.

Angola, disse, continua a enfrentar problemas sérios de actualização de dados, desde 2016. “Os dados actuais resultam do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde, que aconteceu em 2015 e, de lá para cá, temos vivido apenas de estimativas”, lamentou.

Cerca de 350 mil pessoas vivem com VIH/Sida em Angola. Dados de 2023 dão conta que foram registadas 16 mil novas infecções e 12 mil mortes relacionadas com a referida doença, além da taxa de transmissão de mãe para filho.

O presidente da ANASO apontou a província de Luanda, com 126 mil infectados, e as da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico e Cunene como as mais afectadas pela doença.

“Quando olhamos para Luanda, temos zonas de epidemia concentradas em Cacuaco e Viana, onde temos de trabalhar rapidamente na coordenação das acções a serem tomadas para inverter o quadro”, disse.

António Coelho mostrou-se preocupado com a escassez de anti-retrovirais e preservativos nas unidades sanitárias do país, e apelou às igrejas e às organizações não governamentais para intensificarem as campanhas de sensibilização.

Preocupado com o número de casos na capital do país, o director do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda, Manuel Varela, disse que vão ser intensificadas as campanhas de sensibilização com destaque para a não desistência do tratamento.

Para a coordenadora do Fundo do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Sida, Joana Cardão, são necessários esforços conjuntos para minimizar a violência contra as pessoas portadoras do vírus.

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