Angola regista primeiro caso de Mpox em cidadã congolesa
Angola regista primeiro caso de Mpox em cidadã congolesa
Mpox

O Ministério da Saúde (MINSA) confirmou este sábado, em Luanda, o primeiro caso de Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) no país.

A doença, altamente contagiosa, já provocou mais de 500 mortes na vizinha República Democrática do Congo (RDC), onde também foi identificada a nova estirpe “clade 1b”, considerada mais grave e transmissível.

Segundo as autoridades de saúde, o caso foi diagnosticado numa cidadã congolesa de 28 anos, que se encontra actualmente em isolamento, juntamente com os seus acompanhantes, no Centro Especializado de Tratamento de Endemias e Pandemias (CETEP), em Luanda.

O MINSA informou que está a investigar como e quando a paciente chegou à capital angolana, além de estar a realizar o rastreio de contactos e a desinfeção das áreas potencialmente contaminadas.

Medidas Preventivas

O Ministério da Saúde reforçou a importância de medidas preventivas para conter a propagação do vírus. Entre as principais recomendações estão:

  • Higiene pessoal: Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar gel desinfetante.
  • Evitar contacto com animais infetados: Não caçar ou consumir carne de macacos e roedores, como ratos e esquilos, nem manusear carne e sangue destes animais sem proteção adequada.
  • Reduzir o contacto físico: Evitar contacto direto com pessoas que apresentem sintomas da doença, assim como com os seus pertences, como roupas, toalhas e utensílios de cozinha.
  • Uso de proteção: Utilizar luvas e vestuário adequado ao manusear animais ou durante o abate.

As autoridades apelam ainda à população para que procure de imediato uma unidade de saúde caso surjam sintomas como febre, dores musculares, inchaço nos gânglios linfáticos e lesões na pele.

Situação na Região

A nova estirpe, identificada pela primeira vez na RDC em setembro de 2023, foi recentemente registada em países vizinhos como o Burundi, o Uganda, o Quénia e o Ruanda, além de um caso documentado na Suécia relacionado com uma viagem à região africana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que esta variante é mais perigosa e transmissível do que a registada em 2022, que levou à declaração de emergência global.

O Mpox pode ser transmitido por contacto próximo com uma pessoa infectada, materiais contaminados ou animais infetados. A doença é particularmente preocupante devido à facilidade de transmissão por gotículas respiratórias ou contacto directo de pele com pele, sendo que o período de infecciosidade termina apenas quando as lesões estão completamente cicatrizadas.

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