Benguela: Maternidade do Lobito realiza com sucesso parto de gravidez ectópica
Benguela: Maternidade do Lobito realiza com sucesso parto de gravidez ectópica
criancinha

Uma cidadã angolana, de 28 anos, deu à luz, nesta terça-feira, na Maternidade do Lobito, na província de Benguela, a uma criança saudável resultante de uma gravidez ectópica.

Conhecida como “gravidez nas trompas”, a gravidez ectópica ocorre quando o embrião se desenvolve fora do útero. Na maioria dos casos, quando o diagnóstico de gravidez ectópica é confirmado, é necessário interromper a gestação devido ao risco de vida para a mulher. Mas, felizmente, este caso foi diferente.

Trata-se de uma condição rara, que atinge um por cento das gestantes, podendo ocorrer em várias regiões do corpo, sendo o mais comum nas tubas uterinas ou trompas.

Contudo, segundo especialistas, esta gestação pode iniciar também no ovário, colo do útero e região do abdómen.

No caso concreto, segundo a directora da referida maternidade, Celina Vica, o feto encontrava-se no abdómen e o bebé está em perfeito estado de saúde.

A directora da maternidade considerou o caso inédito, pelo menos no Lobito, onde o bebé chegou até ao nono mês com vida naquela região do corpo da progenitora. “A parturiente foi transferida do centro médico Gaspar com o diagnóstico de rotura uterina”, explicou.

Segundo a médica génico-obstetra, depois dos procedimentos e análises, concluíram que o bebé não estava no útero. A cabeça estava apoiada ao fígado, as pernas e a placenta junto ao intestino.

“Deus é maravilhoso. A placenta encontrou aconchego e se desenvolveu no abdómen”, afirmou.

Segundo a médica, o espanto é como chegou ao nono mês e saudável, sem nenhuma má formação congénita. Informou que o bebé foi retirado da mãe com três quilos e meio.

Aproveitou para apelar as mulheres que é muito importante fazer a ecografia, porque ela não serve apenas para ver o sexo do bebé. “A primeira ecografia é muito importante, porque através dela pode-se ver a localização do bebé e onde está implantado”, sublinhou.

Acrescentou que se deve fazer a consulta mesmo antes de engravidar, referindo-se ao caso da parturiente que teve o parto utópico. “Isso pode ser fruto de uma infecção, como por exemplo a clamídia ou gonorreia, que afecta a pélvis e pode inflamar a trompa”, esclareceu.

Apelou ainda para não relaxarem quando se depararem com situações como atraso menstrual ou teste de gravidez positivo.

A mãe do bebé encontra-se sobre cuidados médicos para prevenir qualquer consequência negativa que possa advir, segundo a médica.

Como acontece a gestação ectópica

Após a fecundação do óvulo, o zigoto (ovo) faz um percurso pela trompa até o útero, onde deveria ser implantado e se desenvolver. No entanto, uma lesão na tuba uterina ou trompas de falópio bloqueia ou estreita a passagem desse ovo fertilizado, que acaba sendo implantado, na maioria dos casos, ali mesmo, na parede da tuba (trompa), ocasionando a gravidez ectópica, nesse caso, chamada também de gravidez tubária.

Além das infecções vaginais, causa mais comum das lesões nas trompas, outros fatores contribuem para a ocorrência da gravidez ectópica, como a má formação dessas trompas, endometriose, cicatrizes de cirurgias pélvicas anteriores, quadro de gravidez ectópica prévia, entre outros.

com Angop

Siga-nos
Twitter
Visit Us
Follow Me
LINKEDIN
INSTAGRAM

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
error: Conteúdo protegido