Candidatas ao curso de investigação criminal do SIC exigem esclarecimentos após cinco anos de espera
Candidatas ao curso de investigação criminal do SIC exigem esclarecimentos após cinco anos de espera
sic dama

Um grupo de candidatas seleccionadas há mais de cinco anos para frequentar o curso de investigação criminal do Serviço de Investigação Criminal (SIC) manifestou indignação e preocupação com os sucessivos adiamentos da formação, que permanece por iniciar, sem calendário definido ou esclarecimentos oficiais sobre a sua realização.

Numa missiva dirigida ao ministro do Interior, Manuel Homem, as reclamantes afirmam que, desde a selecção, foram submetidas a vários testes médicos e procedimentos administrativos, incluindo exames realizados na escola do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), sem que o processo formativo tenha avançado.

Segundo as candidatas, a demora prolongada tem alimentado expectativas que continuam por concretizar e provocado prejuízos profissionais, pessoais e académicos, numa situação que dizem não ter ainda uma perspectiva de resolução.

Na exposição, referem que várias seleccionadas rescindiram contratos de trabalho, abandonaram empregos estáveis e reorganizaram as suas vidas pessoais e académicas, na convicção de que o curso teria início, alegando que os respectivos processos se encontram inscritos e registados junto das autoridades competentes.

As candidatas consideram que o prolongado silêncio institucional é “incompatível com os princípios de igualdade, responsabilidade e justiça que devem nortear a Administração Pública”, exigindo uma posição clara sobre o futuro da formação.

As reclamantes questionam ainda se o atraso estará relacionado com o facto de se tratar de um curso exclusivamente feminino, manifestando receios de uma eventual discriminação em razão do género.

Na sequência da exposição, o gabinete do ministro do Interior remeteu o processo ao director-geral do SIC, Luciano Tânio Jorge Custódio Mateus da Silva, para tratamento e esclarecimento oficial.

As candidatas pedem um pronunciamento com carácter de urgência, acompanhado de prazos realistas e medidas concretas para a regularização definitiva do processo e a conclusão do curso.

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