Candidatos não admitidos no concurso da Educação ponderam manifestações em todo o país
Candidatos não admitidos no concurso da Educação ponderam manifestações em todo o país
excluidos MED

Os candidatos não admitidos por insuficiência de vagas no último concurso público de ingresso ao sector da Educação 2023-2024 ponderam realizar manifestações em todo o território nacional nos próximos dias, exigindo uma segunda chamada e/ou enquadramento directo, soube o Imparcial Press da comissão organizadora.

De acordo com o coordenador nacional dos Candidatos não Admitidos, Ivo José Ximuto, e co-responsável pela campanha “Com Positiva Não se Reprova”, o país está mobilizado para participar nas manifestações, a nível nacional, para exigir uma segunda chamada ou mesmo enquadramento directo, conforme acontece nos Ministérios da Saúde e da Justiça.

Ivo José Ximuto, em entrevista exclusiva ao Imparcial Press na manhã deste sábado, dia 6, condenou a postura da responsável do Ministério da Educação, Luísa Maria Alves Grilo, que, segundo ele, até ao momento tem evitado dialogar com a Comissão Nacional para encontrar uma solução para o problema.

Além disso, acrescenta Ximuto, não há razões plausíveis que justifiquem a realização de um novo concurso público para a admissão de novos professores, uma vez que já existe um grande número de candidatos não admitidos no concurso anterior. Como exemplo, continuou, o sector precisa de mais de 50 mil novos professores para fazer face à actual necessidade.

“Não vemos razões para a realização de um novo concurso público no sector, uma vez que já existe um grande número de candidatos com positiva não admitidos por insuficiência de vagas. Aliás, mais do que ser dispendioso para o cofre do Estado, seria uma forma eficaz e eficiente de simplificar os problemas do sector”, afirmou.

Para o também candidato não admitido pelas mesmas razões na especialidade de História, no município de Bula-Atumba, província do Bengo, o assunto já é do domínio público – nomeadamente o Gabinete da Casa Civil do Presidente da República (GCCPR), Ministério das Finanças (MINFIN), Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Comissão Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e a Sexta Comissão da Assembleia Nacional (SCAN) -, que responderam favoravelmente em nome dos candidatos.

Ele apela ao bom senso de Luísa Grilo, a número um do MED, no sentido de rever imediatamente a situação dos candidatos que ponderam realizar fortes manifestações nos próximos dias em todo o país.

“Apelamos à senhora ministra, nós, os candidatos não admitidos por insuficiência de vaga, que reveja a nossa situação e condição; pois não é fácil obter uma nota positiva em concursos públicos. Senhora ministra, nossa mãe, por favor, resolva, à semelhança da tia Sílvia Lutukuta, a nossa condição. Temos famílias, senhora Luísa Grilo, precisamos apenas de uma oportunidade para trabalhar. Já não há razões para a ministra continuar em silêncio, pois o assunto já é do domínio público. A entidade responsável pela deliberação das verbas (quota adicional), no caso o MINFIN, já respondeu favoravelmente à nossa causa. Portanto, não sabemos porque a ministra resiste à orientação dessa entidade, incluindo a do GCCPR”, apelou.

Ximuto, defensor nacional dos candidatos não admitidos por insuficiência de vagas, explicou que nunca foi pretensão da comissão que dirige resolver o problema que os coloca de costas voltadas com o MED por via de manifestações, vigílias e/ou outros meios que não sejam a diplomacia e o diálogo permanente.

No entanto, segundo avançou, a ministra tem evitado simplesmente a diplomacia e o diálogo permanente, desrespeitando assim as orientações do MINFIN e do próprio Titular do Poder Executivo (TPE), João Lourenço, que em 2021, aquando da inauguração de uma fábrica na Zona Económica Especial (ZEE), disse ser impossível reprovar com positiva.

“(…) nunca foi nossa pretensão, caro jornalista, resolver esse problema através de manifestações, vigílias e/ou outros meios pouco diplomáticos. Nós somos académicos, pessoas lúcidas. Só vamos manifestar porque a ministra evita o diálogo e a diplomacia. Não demonstra vontade e interesse em resolver o nosso problema, mesmo já tendo autorização do Ministério das Finanças e do Gabinete do Presidente da República. Se a questão é falta de vontade da própria ministra, desrespeitando tudo e todos, então que nos aguardem nas ruas. O mês de Julho será de fortes manifestações e vigílias a nível nacional”, garantiu.

Segundo o cronograma a que o Imparcial Press teve acesso através do coordenador nacional, Ivo José Ximuto, a primeira manifestação está marcada para o próximo fim-de-semana, sábado, dia 13, a partir das 10h, em todo o território nacional.

Por via do gabinete provincial da Educação em Luanda, o Imparcial Press, em nome do princípio do contraditório, procurou sem sucesso ouvir o posicionamento do Ministério da Educação.

De recordar que a redacção do Imparcial Press promete e garante continuar a acompanhar de perto o desenrolar dos vários capítulos desta novela que coloca frente a frente o MED e a CNP, com a arbitragem do MINFIN.

Siga-nos
Twitter
Visit Us
Follow Me
LINKEDIN
INSTAGRAM

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
error: Conteúdo protegido