Cidadão burlado 120 mil kwanzas por suposto funcionário da ARMED
Cidadão burlado 120 mil kwanzas por suposto funcionário da ARMED
Farmaciaaa

Uma fonte junto da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologia da Saúde (ARMED), denuncia um esquema de corrupção e burla a cidadãos, menos atentos, em Luanda e não só, por parte de cidadãos que não medem esforços para burlar, impiedosamente, investidores, em nome da ARMED, com a garantia de facilitar, em menos de 30 dias, no processo de aquisição de licença de autorização para abertura de farmácias ou outros serviços equiparados, com a conivência de algumas farmácias supostamente bem legalizadas, apurou o Imparcial Press.

De acordo com a nossa fonte, recentemente a ARMED recebeu uma denúncia feita por um cidadão que responde pelo nome de Ângelo Ramos da Silva, vítima de uma burla no valor de 120 mil kwanzas, cujo protagonista da acção é um burlador de nome Mandela, com a conivência do cidadão de nome Aurélio, proprietário da farmácia “Ariane”, localizada na rua 11 de Novembro, sentido Vila de Viana ao bairro Luanda Sul, defronte à Igreja Universal do Reino de Deus, local onde o lesado foi levado como garantia e lá procedeu a entrega de toda documentação para o efeito, por eles solicitado, e a quantia monetária no valor de 120 mil kwanzas.

Para averiguar a materialidade dos factos, o Imparcial Press foi ao encontro do cidadão lesado, que, segundo lamenta, teve de fazer uma poupança do seu salário durante cinco anos para empreender na actividade de farmácias, um sacrifício que Ângelo da Silva diz ter sido frustrado por conta de um burlador que até mostrou um estabelecimento farmacêutico licenciado pela ARMED, o que lhe garantiu confiança, embora mal conhecesse o tal de Mandela e o dono da farmácia Ariane, senhor Aurélio.

“Decidi investir todo meu salário dos últimos cinco anos fazendo meu empreendimento, uma farmácia, já em fase final das obras, decidi começar a tratar a documentação que me habilitasse a exercer, nessa altura fui abordado por um senhor de nome Sr. Mandela, disse que ele trabalhava para alguém que tratava as licenças de farmácias, o Sr. Aurélio, dono de uma farmácia Ariane, inclusive levou-me até a tal farmácia, situado em Viana, bairro Luanda Sul, em frente a igreja Universal, pediram-me a documentação e 120.000,00 kzs, isso aconteceu em Novembro de 2022. O Sr. Mandela que trabalha para o Sr. Aurélio, mostrou-me vários outros processos de pessoas que também estavam atrás do mesmo, disse-me que em 30 dias teríamos a licença de farmácia”, explicou detalhadamente o pesado.

Passado o período para receber o documento previsto em 30 dias, afinal, desde o final de 2022, para Ângelo da Silva estava preparado uma resposta que menos esperava. Foi escorrassado na farmácia Ariane, onde foi celebrado o negócio de prestação de serviços, quando lá foi pedir satisfação de um serviço que já havia pago.

“Como o tempo de entrega tinha passado e com a minha procura de informações do sector, apercebi-me de que existe a ARMED, entidade que credencia as farmácias, confrontei o Sr. Mandela sobre o processo, ele disse não se preocupe que o seu chefe o Sr. Aurélio tem contactos dentro da ARMED que fazem o processo sair rápido e sem burocracias, eu não concordei e exigi que me devolvesse a minha documentação e o dinheiro, o Sr. Mandela sempre deu voltas, pedi que me metesse em contacto com o chefe dele, também não aceitava, no dia 15 de Março, madruguei e fui até a farmácia Ariane, encontrei o Sr. Mandela, exigi que me devolvesse a documentação e o dinheiro, quase terminamos em briga, a esposa do Sr. Aurélio interveio e meteu-me em contacto via chamada telefónica com o Sr. Aurélio, o Sr. Aurélio simplesmente disse que metam esse senhor na rua, ele que vai se queixar onde quiser, as pessoas onde você se queixar também comem connosco, não vai dar em nada. Não me devolveram o dinheiro nem a documentação”, concluiu a fonte do Imparcial Press.

A fonte da ARMED denunciou, igualmente, o envolvimento de certos funcionários da instituição onde labora que, de forma corrupta, aceitam subornos de agentes económicos no investimento em farmácia para serem licenciadas ao arrepio das normas institucionais.

Segundo o denunciante, existem farmácia que estão autorizadas a funcionar e bem licenciadas, numa distância de menos de 500 metros entre uma farmácia e outra, o mesmo que se verifica próximo aos hospitais públicos, cuja lei não podem estar num raio/perímetro de menos de 500 metros, facto que prova conivência de agentes deste sector envolvidos em práticas ilícitas.

Na busca do contraditório, uma das funcionárias da referida farmácia Ariane recusou-se em fornecer o contacto do proprietário acusado como conivente da burla, e durante a nossa busca o mesmo nunca aparecia ao local de serviço. Um caso para as autoridades investigarem o caso através desta farmácia Ariane, localizada na Rua 11 de Novembro, sentido Vila sede de Viana ao bairro Luanda Luanda.

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