
O presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, inaugurou, na quinta-feira, em Luanda, a sua primeira sede institucional desde a criação da organização, há mais de três décadas, num acto considerado simbólico para o reforço da representação juvenil e do associativismo em Angola.
Localizada na Cidade Alta, no edifício CIF Two, a nova infraestrutura passa a funcionar como sede efectiva da principal plataforma de organizações juvenis do país, destinada à concertação, diálogo institucional e promoção de iniciativas voltadas para a juventude.
Segundo uma nota do CNJ, a inauguração representa “um marco histórico” para a organização, por assinalar a consolidação de um espaço próprio para o funcionamento regular da instituição e para o desenvolvimento de acções ligadas à participação cívica, políticas públicas juvenis e dinamização do movimento associativo.
O acto contou com a presença de várias entidades, entre as quais o antigo presidente da Comissão Directiva do CNJ, Luís Reis Cuanga, o director nacional da Juventude, José Mateus, e o director do Instituto Angolano da Juventude, Joaquim Costa Cayombo, além de representantes ministeriais, organizações religiosas e membros da estrutura associativa juvenil.
No mesmo evento, o CNJ anunciou igualmente a requalificação das antigas instalações da organização, que deverão ser convertidas num Centro de Apoio ao Associativismo Juvenil e à Sociedade Civil.
De acordo com a instituição, o futuro centro deverá disponibilizar salas de reuniões equipadas, espaços de trabalho partilhado, acesso a meios tecnológicos, salas de formação e um auditório com capacidade para 150 lugares, com o objectivo de apoiar associações juvenis e iniciativas da sociedade civil.
O espaço deverá ainda acolher formações em áreas linguísticas, nomeadamente inglês, mandarim, francês e russo, numa aposta que o CNJ enquadra no reforço da capacitação técnica e académica da juventude angolana.
Na nota, o Conselho Nacional de Juventude agradece o apoio do Executivo angolano na materialização do projecto, considerando a nova sede como parte de um esforço de fortalecimento institucional da plataforma.
Criado como órgão de representação das associações juvenis, o CNJ tem desempenhado, ao longo dos anos, um papel de interlocução entre a juventude organizada e as instituições públicas, embora também tenha sido, em vários momentos, alvo de debate quanto ao seu grau de autonomia e representatividade.
Com a nova sede, a organização procura agora afirmar-se com melhores condições logísticas e operacionais, numa altura em que persistem desafios ligados ao emprego jovem, formação profissional, empreendedorismo e participação política da juventude em Angola.