
Uma criança de cinco anos de idade recebe tratamento médico na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Geral do Moxico, após ter sido abusada sexualmente por três adultos, no bairro Mandembue, arredores da cidade do Luena.
O director clínico do Hospital Geral do Moxico, Paulo António, disse ontem, sábado, que a criança deu entrada naquela unidade, na última quinta-feira, acompanhada por uma vizinha, com sinais de lesão no septo retovaginal (parede que separa o canal vaginal e do anal) que obrigou a que fosse submetida a um procedimento cirúrgico.
Disse que “lamentavelmente a menina foi levada e continua a ser acompanhada pela vizinhança”, pois até ao momento os pais biológicos não se fazem presentes.
Citando o depoimento da vizinha que levou a criança ao hospital, disse que a menor foi abusada sexualmente por indivíduos que habitam na mesma circunscrição.
“Foi a vizinha que ouviu a gritaria da menina no momento em que estava a ser abusada sexualmente”, revelou.
Acrescentou que apesar da atenção redobrada que necessita, o estado clínico da menor é satisfatório, tendo descartado, numa primeira fase, a possibilidade de contaminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS), após ter sido submetida a exames.
“Descartaremos totalmente quando os agressores forem submetidos a uma série de exames também”, adiantou.
Além dos pediatras, disse que a menor está a ter acompanhamento por psicólogos clínicos.
Os violadores, com idades compreendidas entre os 17 e 20 anos, já foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), sendo que o esclarecimento do referido crime poderá ser feito nos próximos dias.
Ainda esta semana, três meninas com idades entre os 12 e os 16 anos foram, igualmente, abusadas sexualmente, nesta província, pelos respectivos pais e vizinho, de acordo com os dados reportados pelo Instituto Nacional da Criança (INAC),
Os casos ocorreram nos municípios do Luena e Lucusse, respectivamente, na residência dos violadores, que se encontram à contas com a justiça, de com o chefe dos Serviços Provinciais do INAC, Elias Samuxito.
A fraca cultura da denúncia por parte da população sobre os casos de violência contra crianças nas comunidades continua a ser a maior preocupação do INAC no Moxico, sendo que as vítimas temem pelas represálias dos agressores, segundo Elias Samuxito.
in Angop