Cunene: Caçadores abatem elefante adulto e retiram marfim
Cunene: Caçadores abatem elefante adulto e retiram marfim
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Um elefante adulto foi recentemente abatido e o seu marfim retirado na localidade de Okalwa, município do Cuanhama, a 210 quilómetros de Ondjiva, na província do Cunene, por indivíduos ainda não identificados, mas as suspeitas recaem para caçadores furtivos.

A informação foi divulgada esta quarta-feira pelo inspector Samuel Casaco, especialista do Departamento de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional (PN) no Cunene, que confirmou o incidente após uma denúncia da população.

De acordo com o inspector, após tomarem conhecimento da situação, as forças policiais deslocaram-se à área fronteiriça com a província do Cuando Cubango, onde encontraram o elefante já sem vida, sem os seus marfins.

Trata-se de um crime de abate ilegal de animais para fins de comercialização, cometido por elementos não identificados. Estão a ser realizadas diligências para apurar a identidade dos responsáveis e levá-los à justiça.

A directora do Gabinete do Ambiente no Cunene, Eufrásia Wakussanga, confirmou as denúncias relativas ao abate de elefantes e destacou a necessidade urgente de reforçar os planos de acção e sensibilização ambiental junto das comunidades.

Sem especificar números, Eufrásia Wakussanga referiu que os conflitos entre humanos e animais selvagens são frequentes, sobretudo devido à ocupação de terras nos corredores naturais de vida selvagem, o que tem contribuído para o aumento da caça furtiva, sendo os elefantes as maiores vítimas.

Ela apontou o município do Cuvelai, em particular as áreas de Caiundo, Cingangama e o corredor de Oshimolo, incluindo Okalwa, como as regiões onde estas práticas ocorrem com maior frequência.

A directora lamentou a situação, sublinhando que o elefante é uma espécie ameaçada, cuja protecção é essencial, não só em Angola, mas também em toda a região da SADC.

Eufrásia Wakussanga apelou à população para continuar a denunciar este tipo de práticas, a fim de garantir a responsabilização civil e criminal dos infractores.

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