Desidério Costa faz primeira aparição pública após rumores
Desidério Costa faz primeira aparição pública após rumores
Desidério 2

Semanas depois de circular rumores sobre a sua suposta morte, o antigo ministro dos Petróleos (no governo do finado Presidente José Eduardo dos Santos), Desidério da Graça Veríssimo e Costa, voltou a aparecer publicamente no último sábado (1 de Abril), em Luanda, numa reunião restrita ao lado do presidente do MPLA, João Lourenço.

Desidério Costa, que curiosamente completou na terça-feira, 04, os seus 88 anos, participou (entrou calado e saiu mudo) na reunião dos membros do Conselho de Honra, órgão de consulta do líder do MPLA, sentando na quinta fila (como mostra as imagens) quase isoladamente.

O “meeting” que teve lugar no Complexo Futungo II, em Luanda, contou com a presença da maioria dos seus membros e dos membros do Secretariado Bureau Político do MPLA, como convidados.

O conselho de Honra do MPLA, de que fazia parte o malogrado José Eduardo dos Santos, congrega antigos dirigentes e figuras históricas do partido que forma o Governo, foi criado pelo VIII Congresso Ordinário do MPLA, realizado em Dezembro de 2021.

Entre as figuras históricas do MPLA estão Lopo do Nascimento, Roberto de Almeida, Luzia Inglês “Inga” e a viúva de Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto.

De entre as mais de duas dezenas de personalidades que integram o referido órgão, estão, igualmente, os veteranos Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, Hermínio Escórcio, Desidério Costa, Santana André Pitra “Petroff”, Brito Sozinho, Dombele Bernardo, Paulo Cassoma, Albina Assis e António dos Santos França “Ndalu”.

Desidério da Graça Veríssimo e Costa foi ministro dos Petróleos de 2002 a 2008, tendo lhe valido por inerência de funções presidir (de 2005-2006) a Associação de Produtores de Petróleo Africano (APPA). Ao qual coube supervisionar a importância crescente da petrolífera angolana no mercado global.

Pouco antes da independência de Angola, formou-se em engenharia de petróleo no Leoben Montan Universität, na cidade austríaca de Leoben nas áreas de mineração, metalurgia e materiais.

Em 1980-81, aprofundou os seus estudos em Gestão de Petróleo, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos de América.

Após a independência foi membro da Comissão Nacional de Angola para a Reestruturação da Indústria do Petróleo 1976-1977, e director-geral adjunto da Sonangol (1977-1979).

Foi igualmente director nacional dos Petróleos nos anos de 1982 a 1984 e vice-ministro dos Petróleos de 1984 a 2002.

Foi promovido para o cargo de ministro dos Petróleos em Dezembro de 2002, substituindo o também engenheiro Botelho de Vasconcelos, que foi transferido para o Ministério da Energia e Água.

Na era colonial, estudou em Portugal, tendo depois se refugiado na Alemanha, devido à perseguição pela PIDE, a polícia secreta do regime de Salazar.

Na Alemanha, ele encontrou o seu primeiro refúgio na família de um médico em Ludenscheid, onde também trabalhou para uma fábrica enquanto aprendia o alemão. Na altura pretendia estudar medicina.

Foi durante muitos anos presidente da Associação de Estudantes das Colónias Portuguesa, com sede em Marrocos.

Fez parte do núcleo de alta decisão do MPLA, antes de Agostinho Neto ser o presidente do movimento. Mais tarde com a entrada do MPLA, no país, desentendeu-se com Neto. Na altura houve rumores que a cisão foi originada pelo facto de o mesmo ter se separado Ruth Neto.

Viria a ser recuperado por José Eduardo dos Santos, na altura Presidente da República, de quem é muito próximo. Sabe-se que os filhos mais novos de JES foram alunos da filha de Desidério Costa, a Ginga Neto.

Após a sua saída no regime de JES, Desidério Costa continuou a trabalhar como consultor para a indústria do petróleo. Na banca, foi membro da Mesa de Assembleia do Banco Angolano de Investimentos (BAI).

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