
A Polícia Nacional deteve, na quarta-feira, 8 de janeiro, no Lobito, província de Benguela, um grupo de 16 indivíduos, incluindo quatro menores, suspeitos de envolvimento no assalto a um camião-cisterna de óleo vegetal não refinado pertencente ao Grupo Carrinho.
O incidente ocorreu nas imediações do Porto do Lobito e resultou no roubo de parte da carga transportada.
O comandante municipal do Lobito, superintendente-chefe Jilson Pedro “Cubaliwa”, revelou que o grupo era coordenado por um adulto que orientava os menores a realizar furtos em viaturas que transportavam óleo alimentar não refinado da empresa Carrinho.
Segundo o comandante, os assaltantes aproveitavam os momentos em que os veículos estavam estacionados, rua 1 de Dezembro, próxima ao portão principal de acesso ao Porto do Lobito, para cometer os crimes.
O superintendente-chefe Jilson Pedro “Cubaliwa” A operação policial que culminou nas detenções foi motivada por um vídeo divulgado nas redes sociais, o que permitiu às autoridades desencadear diligências e identificar os envolvidos.
As investigações continuam, com o objectivo de identificar outros possíveis cúmplices e apurar a extensão das atividades ilícitas relacionadas com o roubo de mercadorias transportadas pelo Grupo Carrinho.
De acordo com o superintendente-chefe, o óleo roubado era retirado de viaturas cisternas que transitavam do interior do Porto do Lobito para a refinaria da empresa.
No entanto, o supervisor da Saúde Ambiental da direcção municipal da Saúde do Lobito, Marcos Victorino, alertou a população para os graves riscos associados ao consumo de óleo alimentar não refinado, que foi objecto do roubo.
Segundo o especialista, esse tipo de produto contém elevados níveis de colesterol LDL, conhecido como “mau colesterol”, que pode levar a sérios problemas de saúde, incluindo aterosclerose, uma condição caracterizada pela formação de placas gordurosas nas artérias.
“O consumo deste óleo aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares e pode resultar em acidentes vasculares cerebrais (AVC) do tipo isquémico”, explicou Victorino, reforçando a necessidade de evitar o uso de produtos de origem duvidosa.
As autoridades continuam a investigar o caso, reforçando a segurança na área e alertando para os perigos associados ao consumo e comercialização de produtos obtidos de forma ilícita.