Detido Andeloy d’Os Lambas por abuso sexual a empregada doméstica no Cazenga
Detido Andeloy d'Os Lambas por abuso sexual a empregada doméstica no Cazenga
Andeloy

A Polícia Nacional, afecto ao Comando Municipal do Cazenga, deteve no passado dia 30 de Dezembro do ano transacto, em Luanda, o responsável e compositor do grupo “Os Lambas”, Anderson Tenente André, conhecido artisticamente por “Andeloy”, de 39 anos, suspeito da prática do crime de abuso sexual contra a sua empregada doméstica, de 20 anos.

Os factos ocorreram na manhã de 30 de Dezembro de 2025, na residência do implicado, localizada na rua da 10.ª Esquadra, no bairro da Madeira, município do Cazenga, no momento em que a vítima se encontrava a desempenhar as suas funções domésticas.

Segundo o relato preliminar, o implicado terá chamado a jovem ao seu quarto e, aproveitando-se da sua posição de superioridade e confiança, forçado a vítima a manter relações sexuais contra a sua vontade.

O caso foi posteriormente denunciado às autoridades competentes, dando origem à abertura de um processo-crime.

Na sequência da investigação, e em cumprimento de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público, o cidadão foi detido e encaminhado para as celas do Comando Municipal do Cazenga, onde permanece sob custódia, aguardando os trâmites legais subsequentes.

A sua detenção ocorre num contexto de crescente alarme social em Angola, marcado pelo aumento de denúncias de violência sexual, particularmente contra mulheres jovens e menores, muitos dos quais envolvendo figuras públicas ou ocorrendo em ambientes de trabalho doméstico, onde as vítimas se encontram em situação de maior vulnerabilidade.

Nas últimas semanas, vários casos semelhantes têm vindo a público, desencadeando protestos, marchas de repúdio e apelos da sociedade civil para uma actuação mais firme das autoridades, tanto na prevenção como na punição exemplar dos autores destes crimes.

Organizações de defesa dos direitos humanos e activistas alertam para a necessidade de combate à impunidade, reforço da protecção das vítimas e maior celeridade judicial, sublinhando que o silêncio institucional e social contribui para a perpetuação deste tipo de violência.

A Polícia Nacional assegura que o caso continua sob investigação e reafirma o seu compromisso no combate aos crimes de violência sexual, apelando às vítimas a denunciarem qualquer situação de abuso.

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