
Na noite do passado dia 02 de Outubro, Luzolo Borges Manuel Cabemba, de 30 anos, segundo-cabo das Forças Armadas Angolanas, afecto a uma unidade militar da província do Cuanza Norte, foi assassinado à queima-roupa à porta da sua residência, no bairro Benfica, em Luanda.
O Imparcial Press apurou que o malogrado estava a concluir uma formação militar em Luanda que o promoveria a tenente no dia 9 de Outubro de 2024, deixa a esposa e dois filhos menores.
Segundo informações em posse do Imparcial Press, o militar foi atingido com um tiro na cabeça por dois indivíduos que chegaram ao local numa motorizada, com os rostos mascarados e capacetes. O crime ocorreu por volta das 20h, quando o malogrado estava sentado na rua com o cunhado.
Testemunhas e imagens de uma câmara de vigilância, já em posse do Serviço de Investigação Criminal (SIC), confirmam que se tratou de uma execução.
Pois, os criminosos dispararam três vezes, tendo o terceiro tiro atingido a vítima na cabeça quando este tentava fugir. Após o disparo fatal, os agressores fugiram do local.
A esposa, que se encontrava dentro de casa com os filhos, correu para fora ao ouvir os tiros, assim como os vizinhos, encontrando Luzolo gravemente ferido. O filho de 12 anos, num acto de desespero, correu para o pai caído no chão, abraçando-o e pedindo pela sua sobrevivência.
Num momento de aparente retorno de sinais vitais, a família tentou socorrer Luzolo, transportando-o para a clínica Multi Perfil. No entanto, apesar de ter recebido assistência médica, acabou por falecer nas primeiras horas de quinta-feira, devido à gravidade dos ferimentos provocados por uma bala incendiária.
A tragédia foi agravada pela dificuldade financeira que a família enfrentou após o óbito. A clínica apresentou uma factura de 1.246.540 kwanzas e, mais tarde, um valor adicional de quase 4.000.000 kwanzas.
Sem meios para cobrir os custos, os familiares foram obrigados a pagar 30% do valor total para a libertação do corpo, que foi depois encaminhado para a morgue do Maria Pia. Além disso, foram retidos documentos do falecido e de um irmão, como garantia de pagamento.
A família, sem possibilidades financeiras para suportar os elevados custos hospitalares e em busca de justiça, decidiu tornar o caso público, apelando às autoridades, à sociedade civil, e a organizações não governamentais para que prestem apoio e ajudem a fazer justiça.
Segundo relatos, os mesmos criminosos já haviam tentado intimidar Luzolo no início de Setembro, apontando-lhe uma arma, da qual ele não se deixou intimidar, afirmando: “Eu sou militar, essa arma não tem munição”.