
O empresário libanês Moctar Sidina Aly Koureichi, conhecido por “Sherif”, de 54 anos, é acusado de explorar ilegalmente ouro na localidade de Samakwale, na margem do rio Cuango, província da Lunda Norte, apurou o Imparcial Press.
Segundo informações obtidas por este portal, Sherif é sócio-gerente da empresa Kassamba MC Weza – Comércio & Serviço, LDA, com o Número de Identificação Fiscal (NIF) 5002816857, sediada no bairro Cambundula, município do Cuango.
O objecto social da empresa inclui a exploração industrial de diamantes, o comércio de produtos diversos e a prestação de serviços de segurança.
Entretanto, o empresário estará a dedicar-se à exploração de ouro sem autorização ou licença, alegadamente fora da área da sua concessão mineira.
De acordo com fontes do Imparcial Press, a actividade ilegal conta com a participação e protecção de elementos ligados aos órgãos de segurança nacional, que estará a provocar danos ambientais na região.
No local, estão presente mais de 20 mil cidadãos nacionais e estrangeiros que são utilizados como mão-de-obra barata pelo empresário Sherif, em condições laborais deploráveis e sem qualquer segurança.
A situação tem gerado indignação entre habitantes do Cuango, particularmente de Cafunfo, que consideram injusto o impedimento de as comunidades locais explorarem os recursos minerais existentes na região.
“É lastimável o que está a acontecer no município do Cuango, zona outrora conhecida pela sua abundância em diamantes e que hoje revela a presença de ouro, recurso que poderia contribuir para a melhoria da situação financeira daquela população, mas que lhe é negado e só permitido aos estrangeiros”, lamentaram fontes locais ao Imparcial Press.
Conforme as mesmas fontes, a população estará a ser impedida pelas autoridades locais de beneficiar da exploração dos recursos minerais, enquanto o empresário é acusado de desenvolver a actividade fora da sua área de concessão.
Os denunciantes afirmam ainda que os habitantes de Cafunfo são vítimas de maus-tratos e intimidação e que a população se sente silenciada perante a alegada protecção de que o empresário beneficiará.