
A presidente da Associação dos Empresários do Cuanza-Norte, Nádia Laranjeira, apelou na última quinta-feira a uma maior intervenção das instituições do sector económico para reduzir o que considerou ser um “excesso de burocracia” no acesso ao financiamento bancário, situação que, segundo afirmou, continua a travar a actividade empresarial na província.
A responsável falava à margem do Fórum Empresarial do município de Cazengo, realizado no âmbito das celebrações dos 70 anos da fundação da cidade de Ndalatando, capital provincial do Cuanza-Norte, cuja efeméride se assinala a 28 de Maio.
Segundo Nádia Laranjeira, as dificuldades no acesso ao crédito têm condicionado o crescimento das empresas locais e limitado o desenvolvimento económico da região.
A empresária referiu igualmente existirem entraves no acesso aos títulos de terra para fins agrícolas, considerando que a situação compromete a expansão da actividade produtiva, a criação de emprego e a melhoria das condições de vida das famílias.
Para minimizar os constrangimentos enfrentados pelos associados, explicou que a Associação dos Empresários do Cuanza-Norte tem apostado na capacitação dos filiados, com acções de formação nas áreas da legislação fiscal, literacia financeira, contabilidade empresarial, gestão e recursos humanos.
Nádia Laranjeira apontou a agricultura como o sector que mais desperta interesse dos investidores, sublinhando o potencial da província em recursos hídricos, terras aráveis e condições climáticas favoráveis à produção em larga escala.
A responsável aproveitou a ocasião para incentivar empresários nacionais e estrangeiros a investirem no Cuanza-Norte, destacando oportunidades nos sectores da agricultura, hotelaria, turismo, exploração de recursos naturais e obras públicas.
Promovido pela Administração Municipal do Cazengo, o Fórum sobre Investimento, Financiamento e Desenvolvimento Local Sustentável reuniu empresários, estudantes, representantes da sociedade civil e munícipes.
Durante o encontro foram debatidos temas ligados aos recursos naturais e agrícolas locais, o tecido empresarial do município, o acesso ao financiamento e as estratégias para o crescimento económico sustentável.
A Associação dos Empresários do Cuanza-Norte conta actualmente com 297 membros, distribuídos maioritariamente pelos municípios de Cazengo, Cambambe, Lucala, Golungo Alto e Ambaca.