Escassez de Multicaixas preocupa moradores das centralidades do Huambo
Escassez de Multicaixas preocupa moradores das centralidades do Huambo
multicaixas

As centralidades Fernando Faustino Muteka, Halavala e Lossambo, todas da província do Huambo, têm falta de terminais automáticos, vulgo Multicaixas, obrigando a longas caminhadas para levantamentos de dinheiro.

A propósito do problema, o munícipe Alexandre Pedro da Centralidade Fernando Faustino Muteka, revelou que quase sempre é obrigado a percorrer cerca de sete quilómetros até a sede do município da Caála, para encontrar um ATM com dinheiro.

Mas, ainda assim, que nem sempre encontra dinheiro na Caála, sendo obrigado a percorrer mais de 20 quilómetros até a cidade do Huambo.

A alternativa tem sido a de recorrer às cantinas “dos mamadus” ou às farmácias, que por sua vez, aproveitam-se da situação, para tirar alguns dividendos.

No momento, Alexandre Pedro aproveitou a ocasião para apelar às autoridades administrativas da província e as instituições afins, para resolver a situação o mais breve possível, sob pena das pessoas acabarem agastadas e consequentemente culminar em outras consequências.

“Dificilmente, os comerciantes dão dinheiro em mãos, sem cobrar uma taxa adicional pelo valor levantado. Normalmente, por cada nota de 500 e 1000 fazem um desconto de 50 e 100 Kwanzas, respectivamente, e é muito dinheiro que se perde”, detalhou.

Zacarias Saconjo, morador da mesma Centralidade, que também apelou pela colocação urgente de um ATM lamentou, igualmente a falta de multicaixas, inclusive de papéis”, porque essas máquinas não servem só para levantar dinheiro, como também há outras operações que os utentes podem efectuar, como é o caso dos pagamentos ao Estado, carregar telemóveis, transferir dinheiro, entre outros”.

Zacarias Saconjo referiu que os proprietários das cantinas nas centralidade “estão a ficar ricos à custa dos moradores”, que, ao riscar em no TPA, em cada 30 mil kwanzas o comerciante fica com três mil kwanzas e multiplicado pelo número de moradores o valor é bastante alto.

Acesso à energia da rede

O coordenador da Comissão de Gestão da Centralidade Fernando Faustino Muteka, Paulo Tanganhica, confirma a situação reportada pelos munícipes, tendo informado, e segundo conta, em resposta, as entidades bancárias exigem que os municípios afectos tenham, além das fontes de energia alternativas existente, energia da rede pública.

“No passado mês de Maio, conhecemos um outro ritmo no tratamento do assunto, porque precisamos responder às exigências das agências bancárias para vermos montados os multicaixas”, informou.

O responsável disse que as fontes alternativas que têm são a base de geradores e painéis solares e a realidade não é fácil, pois, as centralidades ainda não têm personalidade jurídica, por isso, não têm como se manter financeiramente, sendo assim, as acções que realizam carecem do apoio directo das administrações municipais.

in JA

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