Fugir do assunto e tentar deseducar a juventude – Marcolino Moco
Fugir do assunto e tentar deseducar a juventude - Marcolino Moco
Moco

Não duvido que um dito abaixo assinado de jovens do MPLA, comentando de forma completamente deturpada, as minhas afirmações, à Lusa, sobre o carácter mais uma vez selectivo de eventual lei de amnistia sobre certos crimes, tenha uma autoria simulada.

Quem anda, minimamente atento, reconhece a autoria dissimulada dessa manipulação, de fundo intimidatório, no âmbito de uma campanha que vai atingindo outras individualidades que se recusam a aceitar esta estupidificação da sociedade.

Sublinhe-se que ela (a estupidificação) é pior que aquela que se diz termos sofrido na era colonial ou a das campanhas de propaganda, a seu tempo justificáveis, da época das guerras civis que se seguiram à independência de Angola, que se esperava terminassem, em 2002, com os definitivos acordos de paz.

Como exemplo paradigmático, temos as recentes ameaças ao Secretário Geral do Sindicato dos jornalistas, Dr. Teixeira Cândido, que – e muito bem, em relação a muitas vítimas de ameaças que se encontram caladas por medo da morte ou piora de condições de vida – lembrou que os que nos matam hoje, não tardará seguirem o mesmo inevitável destino, como manda a lei da vida.

Em toda a minha intervenção cívica e política, ninguém encontrará patente a ideia de que quero passar por ser o mais prefeito dos homens.

O que sempre tentei dizer, e assim continuarei a fazer enquanto vivo, por vontade de Deus, é que tentemos nós, especialmente os políticos da minha geração, reconhecer que por imperativos da nossa história, todos falhamos, naquilo que é essencial. E que agora é possível contribuirmos para a estabilização política, económica, social e cultural do país. É este o assunto.

NR: Vide a versão original na página do facebook do autor

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido