
Funcionários públicos em regime de contrato afectos à Direcção Municipal da Saúde do Waku Kungo afirmam estar há mais de um ano sem receber salários, numa altura em que os serviços de saúde do município enfrentam graves carências, incluindo a falta de medicamentos essenciais e deficiências nas infra-estruturas.
Segundo fontes do Imparcial Press, o banco de urgência da cidade encontra-se sem medicamentos básicos, enquanto as instalações da Direcção Municipal da Saúde e do Centro Materno Infantil estão rodeadas de capim, situação que, dizem, compromete as condições de higiene e o funcionamento normal dos serviços.
No mesmo contexto, as fontes referem que, por orientação do director municipal da Saúde, Carlos Azevedo, todos os chefes de secção terão beneficiado, durante as quadras festivas, de cabazes avaliados em mais de 100 mil kwanzas cada. No total, o valor gasto com os referidos cabazes terá ultrapassado os 500 mil kwanzas.
Os denunciantes questionam as prioridades da gestão, sublinhando que os chefes de secção auferem, salários mensais na ordem dos 300 mil kwanzas, enquanto trabalhadores contratados permanecem sem remuneração há mais de um ano.
As críticas incidem ainda sobre a alegada falta de investimento em necessidades básicas, como a limpeza das áreas envolventes das unidades sanitárias e o reforço do abastecimento de medicamentos para os serviços de urgência, em detrimento de despesas consideradas não prioritárias.
Até ao momento, a Direcção Municipal da Saúde do Waku Kungo não se pronunciou publicamente sobre as acusações. O Imparcial Press tentou, sem sucesso, obter um esclarecimento junto do responsável municipal da Saúde.