Governo angolano compra três robôs hospitalares por 6 milhões de dólares
Governo angolano compra três robôs hospitalares por 6 milhões de dólares
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O Governo prevê comprar três robôs e respectivos simuladores, no valor de seis milhões de dólares, para cirurgia robótica em hospitais da província de Luanda e Cabinda, segundo um despacho presidencial.

O referido despacho, datado de 8 de Julho, autoriza a despesa e formaliza a abertura da contratação simplificada para a compra dos robôs a serem instalados no Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares em Luanda e no Hospital Geral de Cabinda.

O Presidente da República, João Lourenço, justifica a medida com a “necessidade imperiosa” de implementação da cirurgia robótica no país, no sentido de se garantir uma melhor prestação do serviço de assistência médica às populações.

O Ministério da Saúde e a empresa Microport assinaram, recentemente, à margem da Reunião Anual de Cirurgia Robótica, que decorreu entre 20 e 23 de Junho, em Orlando, nos Estados Unidos da América (EUA), um acordo que tem em vista a aquisição de robôs para serem implementados, de forma progressiva, em hospitais de nível terciário no país.

João Lourenço recebeu em finais de Maio passado uma equipa de avaliação de cirurgia robótica integrada por especialistas estrangeiros dessa técnica avançada, ocasião em que foi abordada a aplicação em Angola da cirurgia robótica como recurso para tratamentos de alta complexidade.

Alguns pacientes e familiares relataram recentemente situações dramáticas no acesso aos serviços de saúde pública no país e afirmaram que negligência, mau atendimento, falta de medicamentos e de recursos humanos são responsáveis pelo acelerar das mortes hospitalares.

O presidente do Sindicato Nacional dos Médicos Angolanos, Adriano Manuel, acusou o Governo de não financiar os hospitais, situação que está a levar ao aumento das mortes nas unidades de saúde devido à falta de medicamentos, reagentes e meios de diagnóstico.

Além da aquisição de robôs, o acordo prevê igualmente a “manutenção dos equipamentos, formação de equipas médicas de enfermagem, engenheiros electromédicos e outros técnicos”.

com/VA

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