Huíla regista mais de 1.200 casos de sarampo por falhas na cobertura vacinal
Huíla regista mais de 1.200 casos de sarampo por falhas na cobertura vacinal
lubango

A província da Huíla registou, entre janeiro e agosto deste ano, 1.284 casos de sarampo, situação que levou as autoridades sanitárias a reforçar as estratégias de resposta com ações de vacinação de rotina.

A informação foi avançada no sábado pelo director do Gabinete Provincial da Saúde, Paulo Luvangamo, que classificou os números como preocupantes, sobretudo face ao défice de recursos humanos e às limitações de resposta do sistema de saúde local.

Segundo o responsável, o município do Lubango concentra o maior número de casos, com 395 registos, seguido de Quilengues (266) e Caconda (231).

Já os municípios da Capunda Cavilongo e da Jamba apresentam os índices mais baixos, embora o gabinete de saúde local esteja a reforçar a vigilância nestas áreas devido ao surto em curso na província.

“Temos alguns municípios com casos reduzidos, como o Quipungo, os Gambos e a Humpata, que beneficiam de uma vacinação mais estável. Se conseguirmos manter uma cobertura vacinal de rotina consistente, evitaremos surtos recorrentes de sarampo”, destacou Luvangamo.

O responsável acrescentou que está em curso um trabalho de “vacinação de corte”, embora o número de doses disponíveis seja insuficiente. As autoridades aguardam o reforço de vacinas a partir do Ministério da Saúde, de forma a melhorar a resposta.

Até ao momento, não se registaram óbitos associados à doença. A faixa etária mais afetada é a de quatro e cinco anos de idade, sobretudo em zonas suburbanas.

O sarampo manifesta-se com febre alta, tosse, coriza, olhos vermelhos e lacrimejantes, manchas brancas na parte interna das bochechas e erupção cutânea generalizada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma doença viral altamente contagiosa e potencialmente grave, transmitida através de gotículas respiratórias de uma pessoa infetada.

A mortalidade é mais elevada em indivíduos não vacinados, em particular crianças menores de cinco anos.

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