
Um incêndio de média proporção devastou, nesta quarta-feira, um dos armazéns do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, consumindo todas as mercadorias destinadas à exportação que estavam sob a responsabilidade da Administração Geral Tributária (AGT).
O incidente, que teve início por volta das 15h00, destruiu completamente o armazém de inspecção de mercadorias, expondo fragilidades no sistema de segurança das infra-estruturas aeroportuárias.
Apesar da intervenção rápida dos Bombeiros e das forças da Base Aérea de Luanda, a perda total das mercadorias levanta questões sobre a eficácia das medidas preventivas no local.
Em comunicado, a Sociedade Gestora de Aeroportos (SGA, S.A.) destacou que o controlo rápido do fogo impediu danos às infra-estruturas adjacentes e afirmou estar a colaborar com as entidades envolvidas para retomar a normalidade das operações.
Entretanto, a ausência de explicações sobre as causas do incêndio e a extensão dos prejuízos alimenta incertezas entre os utilizadores do terminal e os exportadores lesados.
“O incêndio foi controlado em cerca de 30 minutos e não houve vítimas humanas”, afirmou o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Wilson Baptista. No entanto, as causas do incidente permanecem desconhecidas, e investigações continuam em curso no local.
O episódio também suscita preocupações sobre o impacto no comércio internacional, considerando que o terminal de cargas desempenha um papel estratégico no fluxo de exportações do país.
A destruição completa das mercadorias pode representar perdas significativas para operadores económicos, que agora aguardam esclarecimentos e possíveis compensações.
Enquanto as investigações não apresentam resultados, o incidente reforça a necessidade urgente de uma revisão nos protocolos de segurança e gestão de risco nos principais terminais aeroportuários do país.