Inspector de migração processa Chefe do Posto do SME na AIPEX por transmissão dolosa de HIV
Inspector de migração processa Chefe do Posto do SME na AIPEX por transmissão dolosa de HIV
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O inspector do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), Sebastião André Boa, apresentou uma denúncia formal junto do Serviço de Investigação Criminal de Angola (SIC) contra o seu superior hierárquico, o superintendente de migração António da Silva André, chefe do posto do SME na Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), por alegada transmissão dolosa do vírus do HIV/SIDA.

O Imparcial Press sabe que em Angola a transmissão intencional do HIV constitui crime, nos termos da Lei n.º 8/2008, de 1 de Novembro, e é punível com penas até oito anos de prisão, a luz do artigo 353º do Código Penal.

Na queixa apresentada, o denunciante refere que mantinha uma relação profissional e de amizade com o acusado até Outubro de 2025, altura em que este terá visitado a sua residência e, alegadamente, iniciado um relacionamento com a sua então esposa, Verónica Fernando Afonso, também conhecida por “Nelma”.

Segundo o relato, a situação evoluiu para um quadro de conflitos conjugais, culminando com a confissão da esposa, em Janeiro deste ano, de que mantinha uma relação amorosa com o referido responsável desde o primeiro contacto.

O inspector sustenta que, durante esse período, manteve relações íntimas desprotegidas com a esposa, desconhecendo o alegado envolvimento extraconjugal, o que, segundo afirma, o terá exposto ao risco de infecção.

Acrescenta existirem suspeitas de que o acusado seja portador do vírus, facto que, até ao momento, não foi oficialmente confirmado.

Face à situação, o denunciante afirma estar a recorrer a acompanhamento médico e a tratamentos profiláticos, com o objectivo de mitigar eventuais riscos de infecção.

A denúncia inclui ainda alegações de intimidação e ameaças de morte, que, segundo o inspector, visam impedir o prosseguimento do caso.

Entretanto, fontes indicam que o relacionamento entre o superintendente e a referida mulher terá resultado numa gravidez de cerca de dois meses, havendo também informações não confirmadas sobre uma eventual interrupção da mesma.

O processo encontra-se sob investigação do SIC, não havendo, até ao momento, qualquer posicionamento público por parte do acusado.

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