Isabel dos Santos mantém rotina de luxo no Dubai apesar dos ataques atribuídos ao Irão
Isabel dos Santos mantém rotina de luxo no Dubai apesar dos ataques atribuídos ao Irão
Isbl

A empresária angolana Isabel dos Santos partilhou, ontem, segunda-feira, nas redes sociais, imagens em que surge descontraída a apanhar sol no Dubai, numa altura em que a região vive dias de tensão, marcados por relatos de ataques aéreos atribuídos ao Irão e por momentos de instabilidade no Médio Oriente.

Nas publicações feitas no Instagram, a empresária, de 52 anos, fala em “resiliência” e na importância de valorizar os bons momentos, apesar do contexto adverso. Num dos vídeos, surge relaxada ao sol enquanto, segundo refere, “continuam as explosões no céu”.

“Que os dias difíceis me façam usufruir dos momentos bons que a vida tem”, escreveu na legenda. Pouco depois, reforçou a mensagem: “Dias difíceis pedem resiliência e acolhimento. Dias difíceis vêm para transformar, não para destruir. Seja seu maior compromisso. O sol sempre volta a brilhar.”

A antiga presidente do Conselho de Administração da Sonangol, que vive no Dubai há cerca de oito anos, encontra-se há quatro sob um mandado de captura internacional emitido pela Interpol, no âmbito de processos judiciais em Angola relacionados com suspeitas de crimes como peculato, fraude qualificada, participação ilegal em negócios, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais.

No final do ano passado, o Tribunal Supremo decidiu retirar três das acusações – associação criminosa, falsificação de documentos e fraude fiscal – mantendo-se, no entanto, outros processos em curso. Isabel dos Santos tem reiterado publicamente a sua inocência.

Em 2024, numa rara entrevista ao The Sunday Times, a empresária abordou a sua vida no Dubai, afirmando ter contas congeladas em Angola, Portugal e no Reino Unido e não dispor de acesso direto a fundos.

Na ocasião, referiu que amigos suportariam despesas como restaurantes e a renda de um apartamento num condomínio de luxo com ginásio, piscinas, jardins privados e sauna.

Quanto às peças de marcas como Chanel, Prada, Dolce & Gabbana e Gucci exibidas nas redes sociais, garantiu tratar-se de roupas adquiridas há mais de uma década.

As recentes publicações surgem num contexto de forte escrutínio público, alimentando reações divergentes entre apoiantes e críticos, sobretudo pelo contraste entre o ambiente de tensão regional e a imagem de tranquilidade transmitida nas redes sociais.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido