
Hussein Hassan Yaktine, o médico que realizou o teste de HIV/Sida ao general Francisco Higino Lopes Carneiro, em Dezembro de 2022, na cidade de São Paulo, Brasil, esteve anteriormente envolvido num caso de falsificação documental, segundo noticiou a imprensa brasileira.
Uma reportagem publicada a 10 de Abril de 1999 pelo jornal Folha de São Paulo refere que Yaktine terá apresentado, à época, um diploma falso com o objectivo de assumir o cargo de superintendente de um hospital público naquele país.
O nome do médico tornou-se conhecido no seio da comunidade angolana residente no Brasil após o general Higino Carneiro ter divulgado, nas redes sociais, um alegado resultado recente do seu teste serológico, numa reacção às declarações da influenciadora digital Neth Nahara.
Esta última afirmou publicamente que o general seria seropositivo e que a teria transmitido o vírus de forma dolosa no passado.
Neth Nahara sustenta que manteve um relacionamento com Higino Carneiro desde os seus 16 anos de idade até aos 24, num total de oito anos.
Em resposta, o general negou as acusações e publicou documentos médicos que incluíam a identificação de Hussein Hassan Yaktine, assegurando ainda que nunca manteve qualquer relação com a influenciadora.
De acordo com a Folha de São Paulo, Hussein Hassan Yaktine, médico cardiologista, trabalhou no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.
A mesma publicação refere que, para ocupar o cargo de superintendente hospitalar no Brasil, é obrigatório possuir formação específica em gestão hospitalar.
Segundo a reportagem, Yaktine apresentou um diploma alegadamente emitido pelo Centro Universitário São Camilo, situado em Mogi das Cruzes, a cerca de 50 quilómetros de São Paulo.
No entanto, após diligências, o então secretário municipal da Saúde, Jorge Pagura, terá sido informado pela instituição de que não existia qualquer registo académico em nome do médico, o que levou à sua expulsão do cargo.