
O membro fundador da Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM), Francisco Maia, conhecido no meio desportivo por “Chila”, morreu na sexta-feira, em Luanda, vítima de doença, aos 67 anos, informou a federação em comunicado.
Considerado uma das figuras mais influentes do motocross nacional, Chila Maia destacou-se como piloto nas décadas de 1980 e 1990, integrando uma geração de praticantes que ajudou a afirmar a modalidade em Angola, ao lado de nomes como Victor Santos “Vitó” Talaya, Óscar e Carlos Bianchi.
Após encerrar a carreira competitiva, dedicou-se à formação e ao apoio técnico de equipas de motocross, contribuindo para o desenvolvimento da modalidade e para o surgimento de novas gerações de pilotos.
Na Federação Angolana de Desportos Motorizados, da qual foi membro fundador, exerceu os cargos de vice-presidente para o Motocross e, posteriormente, vice-presidente para o Rali Raid, desempenhando um papel relevante na consolidação institucional da organização e na expansão das diferentes disciplinas dos desportos motorizados no país.
Numa nota de condolências, a FADM destacou o contributo de Francisco Maia para o fortalecimento do desporto motorizado angolano, sublinhando que o dirigente deixou uma “marca indelével” na história da federação.
Antigos dirigentes da modalidade recordaram igualmente a sua dedicação ao associativismo desportivo. Segundo testemunhos divulgados pela federação, Chila Maia participou activamente numa fase considerada decisiva para a afirmação da FADM, distinguindo-se pelo compromisso com o motocross e os ralis.
“Ao longo dos anos foi um colaborador incansável, um companheiro leal e um dirigente sempre disponível para servir a modalidade”, refere uma das homenagens divulgadas pela instituição.
A Federação Angolana de Desportos Motorizados manifestou “profunda consternação” pela morte do seu membro fundador e endereçou condolências à família, amigos e à comunidade dos desportos motorizados.
A morte de Francisco Maia representa a perda de uma das figuras mais emblemáticas do motocross angolano, modalidade à qual dedicou grande parte da sua vida, tanto como piloto como dirigente desportivo.
“Honra e glória à sua memória”, concluiu a FADM na nota de pesar.