
O antigo ministro angolano das Relações Exteriores Manuel Domingos Augusto morreu esta sexta-feira, em Luanda, vítima de cancro do pâncreas, aos 68 anos, confirmou uma fonte familiar.
Figura destacada da diplomacia angolana e actual secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto exerceu o cargo de ministro das Relações Exteriores entre 2017 e 2020, durante o primeiro mandato do Presidente João Lourenço.
Antes de assumir a chefia da diplomacia angolana, desempenhou as funções de secretário de Estado das Relações Exteriores para os Assuntos Políticos entre 2010 e 2012, tendo acumulado uma vasta experiência em missões diplomáticas e organismos internacionais.
Nascido em Luanda, a 2 de Setembro de 1957, Manuel Domingos Augusto era licenciado em Direito Internacional Público e detinha um mestrado em Diplomacia, Direito Diplomático e Consular e Prática Diplomática.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, ocupou diversos cargos de relevo na administração pública e na diplomacia angolana. Foi embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana entre 2005 e 2010, além de ter representado o país na Zâmbia, de 1995 a 1999.
Entre outras funções, chefiou a primeira missão diplomática angolana na África do Sul, entre 1992 e 1994, foi primeiro-secretário da Embaixada de Angola na Nigéria e exerceu responsabilidades no Ministério do Comércio Externo e na então Secretaria de Estado da Cooperação.
No plano governativo, desempenhou ainda o cargo de vice-ministro da Comunicação Social entre 1999 e 2005.
A sua trajectória profissional iniciou-se no sector da comunicação social, tendo trabalhado na Televisão Pública de Angola (TPA) entre 1976 e 1980 e posteriormente no Jornal de Angola.
Na sequência do falecimento, o Presidente da República, João Lourenço, manifestou pesar pela morte de Manuel Domingos Augusto, destacando o seu contributo para o Estado angolano.
Numa mensagem de condolências divulgada pelos Serviços de Apoio ao Presidente da República, João Lourenço afirmou ter recebido a notícia com “a mais profunda dor”, considerando o antigo chefe da diplomacia uma figura de destaque da vida política nacional, da diplomacia e do jornalismo.
Segundo o Chefe de Estado, Angola perde “um filho que dedicou o melhor do seu tempo e da sua vida à defesa dos superiores interesses do Povo”, sublinhando o papel desempenhado por Manuel Domingos Augusto em diversos cargos do aparelho do Estado, com especial destaque para o Ministério das Relações Exteriores.
João Lourenço considerou ainda que o político e diplomata “tinha ainda muito para dar como servidor público, homem de Estado e patriota convicto”.