Morreu o realizador angolano Abel Couto vítima de doença
Morreu o realizador angolano Abel Couto vítima de doença
abel couto

O realizador e argumentista angolano Abel Couto, conhecido carinhosamente pelos mais próximos como “Belex”, morreu, aos 62 anos, no domingo, 26, em Toulouse, França, vítima de doença oncológica, soube o Imparcial Press junto de fontes familiares.

Abel Couto trabalhou na Televisão Pública de Angola (TPA) como realizador. Nos últimos anos, passou a dirigir a sua própria agência de publicidade, em Luanda.

Nascido a 16 de Setembro de 1963, em Luanda, Abel Couto destacou-se como uma das referências do audiovisual angolano, sendo amplamente reconhecido como um dos pioneiros da ficção televisiva no país.

Ao longo de uma carreira de várias décadas, desenvolveu trabalho como roteirista, realizador e produtor, contribuindo para a afirmação do cinema e da televisão nacionais, sobretudo num período marcado por limitações técnicas e estruturais no sector.

O seu percurso está associado à primeira geração de criadores que ajudou a lançar as bases da produção audiovisual angolana no pós-independência, tendo igualmente desempenhado um papel relevante na formação de actores e novos profissionais do meio.

Em reconhecimento pelo conjunto da sua obra, Abel Couto foi distinguido, em 2017, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de cinema e audiovisual, consolidando o seu estatuto como uma das figuras mais influentes do sector.

Nos últimos anos, continuou a ser homenageado em festivais (a última foi na 5ª edição do Festival Internacional de Curta-metragens da Kianda) e iniciativas culturais, como forma de reconhecimento pelo contributo prestado ao desenvolvimento do cinema angolano.

A sua morte representa uma perda significativa para a cultura nacional, deixando um legado marcado pela criatividade, dedicação e compromisso com o crescimento das artes em Angola.

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