Morreu o temível assassino da DISA (1977 a 1979), Onambwé
Morreu o temível assassino da DISA (1977 a 1979), Onambwé
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Faleceu ontem, domingo, 15, em Lisboa, o antigo director adjunto da Direcção de Informação e Segurança de Angola (DISA), Henrique de Carvalho Santos “Onambwé”, que participou activamente na chacina que se registou após os acontecimentos do 27 de Maio de 1977, vítima de doença, aos 83 anos.

O temível assassino da DISA foi membro suplente do Bureau Político, do Comité Central do MPLA e do Conselho da Revolução, após a independência.

Foi o executor principal durante o genocídio que ocorreu de Maio de 1977 até 1979. Na altura, Onambwé tomava iniciativa de matança de angolanos, muita das vezes por questões rácicas, ainda que a vítima não tivesse qualquer ligação com fraccionismo, mas tão somente por ser negro letrado, como pode-se ler no livro “Matadores do 27 de Maio de 1977”, publicado pela Fundação 27 de Maio, em 2014, em Luanda.

Após a extinção da DISA, este assassino frio foi afastado de todos os órgãos que ocupava, e no regime do malogrado ex-Presidente José Eduardo dos Santos foi recuperado e nomeado ministro da Indústria (no actual Ministério da Indústria e Comércio).

Até a sua tardia morte, Henrique de Carvalho Santos “Onambwé” estava atirado a sua sorte, atravessando um longo deserto com uma amnésia crónica que o fazia temer a sua própria sombra.

Henrique de Carvalho Santos nasceu no Porto Amboim, na província do Cuanza Sul, a 5 de Maio de 1940. Formou-se em engenharia na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e em geologia na Universidade de Havana, em Cuba.

Em Setembro de 1974 foi eleito membro do Comité Central do MPLA, durante a Conferência Inter-Regional que decorreu no Lundoge, na Frente Leste. Em 1975 compôs o Conselho Presidencial do Governo de Transição, secretariando a pasta do Interior chefiada pelo engenheiro Ngola Kabangu, da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

Em 1977, Henrique Santos (Onambwé) como responsável da DISA foi uns dos carrascos e responsável máximo com Agostinho Neto, Lúcio Lara, Iko Carreira, Rodrigues João Lopes (Ludy Kissassunda) nas torturas e assassinatos de milhares de angolanos.

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