
O navio patrulha oceânico “Rayo”, da Armada Espanhola, encontra-se atracado no Porto de Luanda desde o dia 30 de Outubro e permanecerá em águas angolanas até 5 de Novembro, no quadro das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) da União Europeia no Golfo da Guiné.
A escala, segundo um informe enviado ao Imparcial Press, integra uma missão de cooperação e segurança marítima entre a Espanha e Angola, que visa reforçar as capacidades conjuntas de vigilância e resposta a ameaças como pirataria, tráfico de drogas, imigração ilegal, pesca ilícita e crimes ambientais.
Comandado pelo capitão de corveta José Antonio Parejo Cabezas, o Rayo é um Navio de Acção Marítima (B.A.M.) de longo alcance, dotado de 80 tripulantes e tecnologia de ponta, construído pela empresa espanhola Navantia.
O referido navio faz parte de uma frota de seis unidades semelhantes – Audaz, Tornado, Furor, Relámpago, entre outras – projetadas para missões de patrulha oceânica e segurança internacional.
Durante a sua permanência em Luanda, a tripulação espanhola tem realizado exercícios conjuntos com a Marinha de Guerra Angolana, destinados a fortalecer a cooperação técnica e operacional entre os dois países.
De acordo com o Embaixador de Espanha em Angola, Manuel Lejarreta, as actividades “decorrem num ambiente de confiança e colaboração, consolidando as excelentes relações entre as duas marinhas e reforçando o compromisso comum com a segurança no Atlântico Sul”.
Esta é a sexta vez em três anos e meio que um navio da Armada Espanhola visita Luanda no âmbito das missões da União Europeia, o que, segundo a Embaixada de Espanha, “reflecte a importância estratégica de Angola na segurança marítima internacional e no contexto do Golfo da Guiné”.
A visita do Rayo reveste-se ainda de carácter simbólico, coincidindo com as comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, a celebrar-se a 11 de Novembro.
A Armada Espanhola escolheu propositadamente esta data para “prestar homenagem à Marinha Angolana e ao povo angolano por esta efeméride histórica”.
O Golfo da Guiné é considerado uma zona marítima estratégica, por onde circula uma parte significativa do comércio mundial.
Desde o lançamento da iniciativa europeia das Presenças Marítimas Coordenadas, em 2021, registou-se uma redução expressiva dos incidentes de pirataria e outros crimes marítimos, resultado da cooperação entre os países costeiros africanos e os parceiros europeus.
Com 1.650 quilómetros de costa, Angola é um actor-chave na segurança marítima regional, e a parceria com Espanha reforça o papel do país na estabilidade e protecção das rotas comerciais no Atlântico.