Polícia de Guarda Fronteira envolvido no contrabando de combustível na Lunda Norte
Polícia de Guarda Fronteira envolvido no contrabando de combustível na Lunda Norte
PGF

Caro Sr. Manuel Homem,

É com um profundo senso de urgência que fazemos este apelo à sua atenção para a alarmante situação que se vive nas terras de Samanhonga, onde a credibilidade das instituições públicas, em especial da Polícia Nacional, está em declínio.

A população clama por uma intervenção sua, uma visita que possa trazer esperança e a possibilidade de mudança.

Nesta comunicação, não viemos nos queixar do tráfico de diamantes, um problema que há muito permanece em silêncio. O que realmente nos entristece é a evidência do desperdício de recursos públicos, uma vez que o governo tem alocado grandes quantias para subsidiar o combustível, enquanto, lamentavelmente, alguns de seus agentes não têm agido de forma ética e responsável. 

No passado, o Zaire era visto como o epicentro do contrabando de combustível, mas a realidade atual indica que Lunda-Norte superou essas expectativas de forma alarmante.

É inconcebível que existam postos de abastecimento em comunas ou aldeias desnecessárias, todos funcionando sob a proteção de policiais corruptos que operam clandestinamente para comercializar combustíveis na República Democrática do Congo (RDC). Essa prática não só prejudica o estado, mas também afeta diretamente as economias locais.

Solicitamos uma inspeção multissetorial que abarque municípios como, Caungula, Cuango, Cambulo, Lôvua, Chitato e Xá-Muteba.

Funcionários da administração pública têm se envolvido directamente no desvio de combustíveis, colaborando com os policiais, e recorrendo a bairros como Malanje, Marco 16 e 19 para contrabandear esses produtos. É crucial que essa situação seja investigada e que se responsabilize os envolvidos.

Denunciamos também a actuação de alguns elementos da Polícia de Guarda Fronteira, como o inspector Justino António Armando, Chefe do Posto Fronteiriço de Nachiri, inspector Cahossi, o subinspector Edmilson Mussassa, Círio António e o agente Sadam, que têm não apenas protegido os contrabandistas em suas localidades, mas também transformado as casernas em depósitos de combustíveis. 

No Comando Municipal do Chitato, a venda e o desvio de combustíveis ocorrem sob a inércia do Comandante Provincial, que assiste sem reação a essas práticas vergonhosas.

Sr. Manuel Homem, a situação exige sua atenção e ação. Rogo que venha depor ordem nesta parcela do país, antes que o colapso aponte uma crise de escassez que afetará ainda mais a população, somando-se aos desafios enfrentados com o aumento dos preços da cesta básica.

Estamos clamando por socorro. 

Atenciosamente,
Macaco Velho

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido