
A Polícia Nacional de Angola (PNA) registou, em todo o país, 117 crimes diversos na noite da passagem de 31 de Dezembro de 2025 para 1 de Janeiro de 2026, representando uma redução de 22 ocorrências em comparação com o período homólogo de 2024.
A informação foi avançada esta quinta-feira, em Luanda, pelo subcomissário Mateus Rodrigues, durante a apresentação do balanço final da Operação Sentinela.
Segundo o porta-voz da PNA, entre as principais tipologias criminais verificou-se uma diminuição estatística de três homicídios, bem como o registo de um caso de abuso sexual, um de ofensa à integridade física, 13 crimes de roubo e sete de furto.
No domínio do trânsito e da segurança rodoviária, a corporação informou que foram registados 39 acidentes de viação, que resultaram em 10 mortos, 47 feridos e danos materiais ainda por avaliar. As principais causas apontadas foram o excesso de velocidade, a ultrapassagem irregular e a condução sob efeito de álcool.
Neste contexto, foram aplicadas 451 multas por infracções ao Código da Estrada, apreendidos 425 documentos de identificação de veículos e condutores, bem como 188 viaturas e motorizadas.
Na ocasião, a PNA apelou aos automobilistas para que se abstenham de conduzir sob efeito de álcool e respeitem os limites de velocidade, de modo a prevenir atropelamentos e acidentes fatais.
Relativamente às acções operacionais, a polícia realizou operações em 1.054 bairros considerados mais propensos à criminalidade, montou 595 barreiras nas estradas nacionais, interprovinciais e interurbanas e efectuou 10.710 interpelações a viaturas, motociclos e transeuntes, no âmbito de buscas e revistas, além do cumprimento de 37 mandados de detenção.
Foram igualmente asseguradas 526 unidades hospitalares, 1.293 locais de culto, 685 festas de réveillon, 353 praias e outros locais sujeitos à vigilância policial.
No que toca ao controlo e vigilância urbana, Mateus Rodrigues referiu que foram registadas 19.529 chamadas para o terminal de emergência 111 nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo, Huíla e Cabinda.
De acordo com os dados apresentados, no domínio da Protecção Civil e Bombeiros foram registadas 50 ocorrências, com seis vítimas mortais, destacando-se casos de afogamento e suicídio.
As principais ocorrências incluíram 16 incêndios de pequena proporção, 11 intervenções em acidentes de viação, que resultaram em quatro mortos e 19 feridos, nove situações relacionadas com patologias diversas e quatro casos de mal-estar súbito.
No domínio migratório, a polícia registou 8.298 movimentos de entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros, entre tripulantes e passageiros, sendo 4.046 entradas e 4.252 saídas. Foram ainda efectuadas 99 expulsões administrativas e 221 cidadãos permaneceram retidos no Centro de Detenção de Estrangeiros Ilegais.
Quanto à situação penitenciária, o porta-voz informou que se manteve estável, com o registo de 140 entradas de detidos, 76 saídas de reclusos e 275 internos hospitalizados por diversas patologias.
Durante as 24 horas da operação, foram mobilizados mais de 120 mil efectivos, envolvendo a Polícia Nacional, os Serviços de Investigação Criminal, de Protecção Civil e Bombeiros, de Migração e Estrangeiros, o Serviço Penitenciário, o Centro Integrado de Segurança Pública e outras Forças de Defesa e Segurança, com vista ao asseguramento integral da passagem de ano.
No âmbito das acções desenvolvidas, foram detidos 115 presumíveis autores de crimes, dos quais 83 em flagrante delito. Foram igualmente apreendidas cinco armas de fogo, quatro telemóveis, três viaturas, seis motorizadas e 3.505 litros de combustível, por tentativa de contrabando.