PR mexe no Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos
PR mexe no Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos
Jlo98

O Presidente da República, João Lourenço, exonerou ontem, sexta-feira, a secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Ana Celeste Januário, nomeando Antónia Osvaldina Simão da Cruz Yaba.

Num outro decreto, João Lourenço exonerou o brigadeiro Daniel Raimundo Savihemba, do cargo de Chefe-Adjunto da Direção Principal de Operações do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, nomeando-o para 2.º Comandante do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc para a Pacificação da Região Leste da República Democrática do Congo, depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional.

As mudanças seguem-se às divulgadas na quinta-feira (31.10), dia em que o Presidente exonerou o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, nomeando para o seu lugar o atual governador de Luanda, Manuel Homem.

Para substituir Manuel Homem, foi indicado o governador de Benguela, Luís Nunes, enquanto o ex-ministro da Coordenação Económica e actual deputado Manuel Nunes Júnior irá ocupar este lugar.

Com Eugénio Laborinho saíram também o seu secretário de Estado para o Interior, José Paulino Cunha da Silva, e o secretário de Estado para o Asseguramento Técnico, Carlos Armando Albino.

A liderança de Eugénio Laborinho na pasta do Interior ficou marcada por diversas polémicas como a frase “a polícia não está para distribuir chocolates e rebuçados”, aplicada a cargas policiais sobre manifestantes em 2020, e pelas suspeitas lançadas pelo denunciante angolano “Man Gena”, que foi extraditado de Moçambique, onde se refugiou, depois de ter supostamente recebido ameaças de morte por ter denunciado nas redes sociais ligações de altos oficiais da polícia ao tráfico de droga.

Mesmo assim, Eugénio Laborinho manteve-se como um dos mais duradouros ministros do executivo de João Lourenço, que o nomeou em 2019 e manteve no seu segundo mandato, conquistado nas eleições gerais de 2022.

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