PRA-JA diz desconhecer “Pacto de Estabilidade” apresentado pela UNITA
PRA-JA diz desconhecer "Pacto de Estabilidade" apresentado pela UNITA
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O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, afirmou esta sexta-feira, no Huambo, desconhecer o conteúdo do denominado “Pacto de Estabilidade Democrática” apresentado recentemente pela UNITA ao Presidente da República e líder do MPLA, João Lourenço, sublinhando que o documento “não lhe diz respeito”.

Em declarações à imprensa, no final da III Reunião do Comité Político Nacional do PRA-JA Servir Angola, realizada desde quinta-feira na cidade do Huambo sob o lema “Vitória em 2027“, Abel Chivukuvuku disse não ter conhecimento formal da iniciativa, referindo apenas ter ouvido falar da mesma.

O líder do PRA-JA salientou que as relações do seu partido com as restantes formações da oposição são de natureza institucional e que cada organização política está focada no desenvolvimento do seu próprio projecto.

Segundo Chivukuvuku, a oposição angolana não está necessariamente dividida, uma vez que partilha objectivos comuns relacionados com o desenvolvimento do país, embora cada partido preserve a sua identidade, visão e estratégia política.

Abel Chivukuvuku explicou que a III Reunião do Comité Político Nacional teve como principal objectivo preparar o partido para as eleições gerais de 2027 e avaliar a dinâmica organizativa da formação política na província do Huambo.

Questionado sobre a ambição do partido de “ser governo ou fazer parte dele” após as eleições de 2027, o político considerou que a obtenção de uma maioria absoluta pode não se verificar, admitindo a possibilidade de entendimentos políticos pós-eleitorais.

“Em Angola já tivemos, em 1975, um Governo participado pelo MPLA, UNITA, FNLA e pela administração portuguesa. Tivemos também, em 1997, o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, que integrou o MPLA e a UNITA”, recordou.

Para Abel Chivukuvuku, participar num eventual executivo significa contribuir com novas ideias e soluções para os desafios do país, não excluindo a possibilidade de uma governação partilhada com outras forças políticas.

No comunicado final do encontro, os participantes assinalaram sinais de diversificação da economia nacional e algum crescimento económico, destacando igualmente como positivo o facto de a dívida pública externa se situar actualmente próxima dos 50 por cento.

O PRA-JA Servir Angola foi fundado a 2 de Agosto de 2019, em Luanda, e obteve legalização junto do Tribunal Constitucional a 7 de Outubro de 2024.

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