Presidente João Lourenço desloca-se ao Brasil para participar na Cimeira do G20
Presidente João Lourenço desloca-se ao Brasil para participar na Cimeira do G20
JL aviao

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, desloca-se este fim de semana à cidade do Rio de Janeiro, na República Federativa do Brasil, para participar na Cimeira do G20, agendada para os dias 18 e 19 de Novembro de 2024.

A cimeira representa a conclusão dos trabalhos conduzidos pelo país que ocupa a presidência rotativa do grupo e é o momento em que chefes de Estado e de Governo aprovam os acordos negociados ao longo do ano, traçando estratégias para enfrentar os desafios globais.

A informação foi confirmada pela embaixadora do Brasil em Angola, Eugénia Barthelmess, esta quinta-feira, 14 de Novembro, durante a cerimónia de entrega de cartas credenciais de 14 embaixadores ao Chefe de Estado angolano. Entre os diplomatas, oito são residentes e seis não-residentes.

Segundo a embaixadora, o Presidente João Lourenço será recebido pelo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com quem manterá uma reunião bilateral para abordar temas de interesse mútuo, nomeadamente a cooperação económica e política entre Angola e o Brasil.

A cimeira contará com a presença das lideranças dos 19 países membros do G20, bem como da União Africana e da União Europeia. Barthelmess sublinhou a importância do G20 como espaço de coordenação entre as principais economias mundiais, destacando o convite do governo brasileiro para que Angola participe ativamente nas discussões, contribuindo com a sua perspetiva sobre questões globais.

“Estamos muito satisfeitos com a presença de Angola no G20, pois trata-se de um espaço essencial para debater desafios económicos e sociais de escala global”, afirmou a diplomata.

No âmbito da cooperação bilateral, Eugénia Barthelmess anunciou a visita de representantes da Marinha e do Ministério da Agricultura do Brasil a Angola, destacando a importância de reforçar a cooperação técnica e política entre os dois países, intensificada após a recente visita do Presidente Lula a Angola.

“A troca de experiências é fundamental para fortalecer os laços entre os nossos países. As expectativas para o futuro são muito positivas”, referiu Barthelmess.

Também presente na cerimónia, o novo embaixador do Reino Unido, Bharat Sueesh Joshi, enfatizou o papel de Angola na estabilidade da África Central e a sua importância como parceiro estratégico para o Reino Unido.

“Angola é essencial para a estabilidade da região e vamos continuar a fomentar parcerias entre empresas britânicas e angolanas, especialmente nas áreas de emprego e desenvolvimento”, declarou Joshi, realçando os esforços conjuntos na promoção da paz em países vizinhos, como a República Democrática do Congo e a República Centro-Africana.

A embaixadora da Venezuela, Belén Teresa, recordou os 38 anos de relações diplomáticas com Angola, destacando a cooperação em áreas como educação, ciência, petróleo, mineração e cultura.

“A nossa amizade é sólida e continuará a expandir-se. Angola e Venezuela estão empenhados em aprofundar a colaboração”, afirmou.

Por sua vez, o embaixador do Sudão, Abdelraouf Amir Ali Amir, destacou o papel de Angola na promoção da paz regional. Sobre a situação política no Sudão, reconheceu o momento delicado, mas manifestou esperança na cooperação bilateral para promover estabilidade e desenvolvimento.

Dom Kryspin Dubiel, embaixador da Nunciatura Apostólica, falou com entusiasmo sobre as relações entre a Santa Sé e Angola, referindo-se à sua missão como “uma grande honra”.

Segundo Dom Kryspin, o Papa Francisco está fortemente comprometido em apoiar iniciativas para melhorar a qualidade de vida dos angolanos, promover a paz e o bem-estar no país.

Os novos embaixadores extraordinários e plenipotenciários residentes que apresentaram as suas cartas credenciais ao Presidente João Lourenço incluem os representantes da Venezuela, Sudão, Hungria, Brasil, Argentina, Reino Unido, Itália e Nunciatura Apostólica.

Os embaixadores não-residentes são das Filipinas, Paul Raymund P. Cortes, ⁠da Irlanda, Alma Ní Choigligh, do Irão, Mansour Shakib Mehr, da Somália, Mohamed Sheik Issak Ibrahim, ⁠da Tanzânia, Mathew Edward Mkingule, e do Tchad, Mogombaye Apollinaire.

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