Serviços de inteligência reforçam vigilância a Higino Carneiro
Serviços de inteligência reforçam vigilância a Higino Carneiro
HC drones

Os serviços de inteligência angolanos terão reforçado a vigilância à residência do general Higino Carneiro, num contexto de crescente tensão interna no seio do MPLA, após este ter reafirmado, na quinta-feira, 23, a intenção de se candidatar à presidência do partido.

Segundo fontes do Imparcial Press, os generais Fernando Miala, actual director-geral do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), e Francisco Furtado, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, bem como o general José Tavares e o político Norberto Garcia, estarão alegadamente envolvidos em acções de monitorização da residência do antigo governante.

As mesmas fontes referem a utilização de meios tecnológicos, incluindo drones, bem como a presença de viaturas descaracterizadas nas imediações da residência, com o objectivo de acompanhar movimentos e actividades do general.

Higino Carneiro, antigo governador de várias províncias e figura influente no aparelho político-militar angolano, reafirmou recentemente a intenção de concorrer à presidência do MPLA, embora ainda não tenha formalizado a sua candidatura.

Nos últimos meses, o general esteve associado a diversos processos e investigações mediáticas e judiciais, no âmbito da estratégia de combate à corrupção promovida pelo Executivo. Analistas consideram que estas acções poderão contribuir para o seu afastamento no processo.

Em Janeiro de 2024, o Imparcial Press noticiou que, após manifestar publicamente a intenção de avançar com a sua candidatura à liderança do partido, Higino Carneiro passou a ser considerado “persona non grata” por sectores dos serviços de inteligência, incluindo o SINSE.

Conforme as mesmas informações, o general – que até então não constava entre as figuras prioritariamente monitorizadas – terá passado a integrar uma lista de personalidades acompanhadas de perto pelos serviços de inteligência, que inclui políticos da oposição e do próprio MPLA, jornalistas, empresários e activistas.

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