SIC detém efectivo suspeito de homicídio no âmbito da operação “Pureza Interna”
SIC detém efectivo suspeito de homicídio no âmbito da operação “Pureza Interna”
adolfo calunga

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) anunciou a detenção de Adolfo Calunga, um oficial destacado na Esquadra da Vila Flor, suspeito do homicídio de João Matias Soares, de 45 anos, no âmbito da operação “Pureza Interna”, que visa combater desvios de conduta no seio deste órgão do Ministério do Interior.

Reza os factos que, a 22 de Dezembro de 2024, Adolfo Calunga e um colega (Lucas), actualmente foragido, detiveram João Matias Soares e outros dois indivíduos não identificados na fábrica WANG 2, localizada na via expressa, junto ao Resort Bantú, quando tentavam levantar materiais de construção civil com recurso a uma factura falsa.

Após serem informados da tentativa de burla, os efectivos do SIC detiveram os suspeitos. Desde então, os detidos nunca mais foram vistos.

A família de João Soares, conhecido por envolvimento em burlas, iniciou buscas e, no dia 14 de Janeiro, foi informada de que o corpo do seu familiar fora encontrado numa vala no Kikuxi, município de Viana.

O cadáver do malogrado apresentava sinais de tortura, estava amarrado e foi enterrado numa vala comum pelo Estado por falta de identificação prévia.

Numa nota de esclarecimento enviado à redacção do Imparcial Press, o superintendente-chefe Manuel Halaiwa, director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, confirmou hoje a detenção e suspensão de Adolfo Calunga em função do seu envolvimento no caso.

“Várias diligências estão em curso para identificar e capturar outros suspeitos em fuga”, afirmou Halaiwa.

Dado o carácter grave das alegações, além do processo criminal, foi instaurado um procedimento disciplinar para apurar responsabilidades e aplicar as medidas necessárias.

O SIC reiterou que exige de todos os seus efectivos uma conduta exemplar, tanto no exercício das suas funções como na vida pessoal. A corporação sublinhou a necessidade de respeitar os direitos e liberdades dos cidadãos, garantindo a sua segurança e património.

“A violação destas normas é passível de sanções severas, incluindo a expulsão dos responsáveis”, frisou Halaiwa.

O SIC enalteceu ainda a colaboração da população, que tem denunciado prontamente atos que comprometem a ordem e a tranquilidade públicas, contribuindo para a eficácia das operações policiais.

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