SIC investiga tentativa de realização de assembleia paralela do CNJ
SIC investiga tentativa de realização de assembleia paralela do CNJ
SIC angola

O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Isaías Kalunga, denunciou este sábado uma alegada tentativa de realização de uma assembleia paralela para renovação de mandatos da organização, afirmando que os promotores da iniciativa são antigos membros expulsos da plataforma por “conduta indecorosa”.

Segundo Isaías Kalunga, a tentativa de realização da assembleia, ocorrida na sexta-feira em Luanda, terminou com a detenção de cinco indivíduos, actualmente sob custódia da Polícia Nacional e sujeitos a um processo-crime conduzido pelo Serviço de Investigação Criminal.

O responsável do CNJ acusou os envolvidos de utilizarem “ilegalmente” símbolos e elementos identificativos da organização juvenil, considerando que a acção visava promover uma autoproclamação da liderança da plataforma à margem dos mecanismos estatutários.

“Os indivíduos serão responsabilizados criminalmente, porque estavam a perpetuar uma acção ilegal”, afirmou Isaías Kalunga, acrescentando que a reunião contou com um quórum reduzido, “não superior a 47 jovens”.

De acordo com a direcção oficialmente reconhecida do CNJ, representantes de organizações juvenis legalmente integradas no conselho deslocaram-se ao local onde decorria o encontro, considerado ilegítimo, o que terá provocado momentos de tensão e a dispersão dos participantes.

Fontes ligadas ao CNJ alegam que os promotores da iniciativa abandonaram o local “de forma precipitada”, sem revelar o seu paradeiro.

Entretanto, a comissão organizadora da assembleia paralela confirmou a realização do acto e anunciou a eleição de Wilson Domingos como novo presidente do Conselho Nacional da Juventude.

Segundo a mesma estrutura, o encontro inicialmente previsto para o Hotel Skyna, em Luanda, teria sido interrompido devido à alegada intervenção de elementos ligados à actual direcção do CNJ, incluindo apoiantes de Isaías Kalunga e membros associados ao grupo “HDA”.

Face ao ambiente de instabilidade, os organizadores decidiram transferir a assembleia para outro local, considerado “mais seguro”, onde prosseguiram os trabalhos até à eleição dos novos órgãos sociais da organização.

A comissão preparatória denunciou igualmente a detenção de cinco elementos ligados ao processo eleitoral e acusou a actual liderança do CNJ de tentar impedir a realização da assembleia.

Apesar da proclamação de Wilson Domingos como novo líder da plataforma juvenil, a direcção reconhecida do CNJ considera o acto “nulo e ilegal”, reiterando que a próxima assembleia ordinária da organização está prevista apenas para Novembro de 2026, altura em que termina o mandato de Isaías Kalunga.

A actual liderança do conselho sustenta que qualquer processo sucessório deve respeitar os mecanismos estatutários e democráticos da organização, acusando “interesses externos” de promoverem instabilidade interna para fragilizar a imagem da instituição.

O Conselho Nacional da Juventude reúne organizações juvenis ligadas a partidos políticos, associações estudantis e movimentos cívicos angolanos.

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