
No largo orçamento deste ano, o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) prevê gastar 42.145.116.541,62 kwanzas, o equivalente a cerca de 46,8 milhões de dólares, no âmbito do seu Plano Anual de Contratação (PAC) para 2026, remetido à Direcção Nacional da Contratação Pública do Ministério das Finanças.
O documento, em posse do Imparcial Press, elaborado por Ádos dos Santos e aprovado pelo director-geral do SINSE, general Fernando Garcia Miala, contempla diversos procedimentos de contratação simplificada destinados à construção e requalificação de infra-estruturas, aquisição de bens e prestação de serviços em várias províncias do país.
Entre as rubricas de maior valor financeiro consta a requalificação e apetrechamento do edifício A das instalações centrais do SINSE, em Luanda, orçada em 7.362.576.000 kwanzas, montante idêntico ao reservado para a conclusão, requalificação e apetrechamento de 64 apartamentos no Benfica, igualmente na capital.
O plano prevê ainda 4.247.220.522 kwanzas para a construção e apetrechamento da delegação provincial do SINSE no Zaire, 1.900.930.699 kwanzas para a Lunda Norte, 1.707.336.457 kwanzas para Luanda e 861.190.739 kwanzas para o Bié.
Para obras nas instalações centrais do organismo estão igualmente inscritos 954.919.616 kwanzas, destinados à construção e apetrechamento de portões de acesso, tendas de cobertura pedonal, posto de comando, dois edifícios, sala de reuniões e salão nobre.
Na província de Benguela, a requalificação e apetrechamento da delegação municipal do Lobito está orçada em 1.069.024.639 kwanzas.
No sector da saúde, o PAC reserva 5.469.279.802 kwanzas para a construção e apetrechamento do Centro Médico da Mavinga, na província do Cuando, e 3.187.505.934 kwanzas para o Centro Médico do Cazombo, no Moxico Leste.
O documento inclui ainda 180 milhões de kwanzas para aquisição de equipamentos médicos, 180 milhões de kwanzas para medicamentos e 2.050.200.000 kwanzas para serviços de saúde.
Na componente logística, o SINSE prevê gastar 5.612.356.133,62 kwanzas na aquisição de alimentos frescos e secos.
O plano não especifica os prazos de execução das empreitadas nem identifica as empresas a contratar para a implementação dos projectos previstos.