
A Sociedade Mineira do Cuango, na província da Lunda-Norte, falhou a meta de produção estabelecida para os primeiros sete meses do ano, ao registar um défice de 19 mil quilates de diamantes. O plano previa 198 mil quilates, mas a produção real fixou-se em 179.431 quilates.
Apesar do resultado abaixo do esperado, a empresa conseguiu aumentar em 44.388 quilates a produção face ao período homólogo de 2024, mantendo-se como o segundo maior produtor aluvial de Angola.
Segundo o presidente do Conselho de Gerência, Artur Jorge, a queda do preço internacional do diamante, agravada pela concorrência dos diamantes sintéticos, tem condicionado a exploração e tornado algumas reservas economicamente inviáveis.
“Estas dificuldades obrigaram-nos a concentrar a operação apenas em áreas com maior rentabilidade, garantindo a continuidade da produção sem reduzir salários ou despedir trabalhadores”, afirmou o responsável, durante as comemorações do 21.º aniversário da mina.
De acordo com Artur Jorge, a empresa suspendeu a exploração em algumas zonas, mas acredita numa recuperação do mercado impulsionada pela ação conjunta de multinacionais do subsector, do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, da Endiama e da Sodiam.
Criada a 19 de setembro de 2004, a Sociedade Mineira do Cuango é uma joint venture entre a Endiama EP, a ITM Mining e a Lumanhe.
A sua área de concessão abrange cerca de 1.195 quilómetros quadrados, situados nos municípios do Cuango e Xá-Muteba, na província da Lunda-Norte, dentro da bacia hidrográfica do rio Cuango.