
O presidente do Conselho de Administração da Televisão Pública de Angola (TPA), Francisco José Mendes, revelou hoje (segunda-feira, 03) ao ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social que, a recepção do pessoal da extinta Palanca TV, tem causado “muitos constrangimentos” na gestão daquele órgão público.
O responsável – que falava durante a visita efectuada pelo titular da pasta, Mário da Silva Oliveira, àquela estação televisiva – esclareceu que, com a entrada pessoal da extinta Palanca TV, a sua direcção já gastou cerca de 40 milhões de kwanzas.
“Estes gastos com o pessoal da extinta Palanca TV estavam fora da planificação financeira da empresa”, sublinhou, lamentando que têm causado “muitos constrangimentos”.
Em relação a gestão da Palanca TV, Francisco Mendes, solicitou o reforço de verbas para acautelar as despesas extras com o pessoal, frisando que a empresa gasta, mensalmente, 40 milhões de kwanzas com essas despesas extras.
Na sua explanação, o gestor não detalhou o tipo de despesas com o pessoal recebido da Palanca TV, que transmitia, a título privado, desde 15 de Dezembro de 2015, e, no quadro do programa de recuperação de activos, a empresa foi entregue, em 2020, para a esfera do Estado, para transformar-se em órgão temático de desporto da TPA.
Por sua vez, o ministro Mário Augusto da Silva Oliveira limitou-se a dizer que o problema será levado às entidades superiores.
Outrossim, o PCA da TPA anunciou a abertura, no primeiro semestre de 2023, da TV Desporto e Cultura.
Francisco Mendes, que falava durante uma visita do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, deu a conhecer que os profissionais estão em fase de formação.
“Os nossos profissionais estão em formação para dar resposta aos novos desafios. Não adianta ter equipamentos de ponta e não ter pessoas qualificadas para os gerir”, concluiu.
O responsável informou ainda que o processo da transição do sistema analógico para o HD deverá estar, igualmente, concluído em 2023.