
O chefe do Estado-Maior General adjunto das Forças Armadas Angolanas (FAA) para a Área Operacional e Desenvolvimento, general Jaime Vilinga, destacou, terça-feira, em Luanda, a necessidade de o país apostar no desenvolvimento científico nacional, de modo a reduzir a dependência externa em matérias ligadas à defesa e soberania.
Ao abordar sobre a “Ciência ao Serviço da Guerra”, nas VIII Jornadas Académico-Científicas do Instituto Superior Técnico Militar (ISTM), sob o lema “ISTM, 18 anos Formando com Rigor para os Desafios da Defesa Militar de Angola”, considerou que o futuro das Forças Armadas passa, inevitavelmente, pela inteligência artificial, robótica, cibersegurança e sistemas autónomos de combate, áreas que exigem investimento contínuo em investigação científica e inovação tecnológica.
Jaime Vilinga disse, também, que o domínio da ciência e da tecnologia constituem, hoje, um factor decisivo para a preservação da soberania nacional.
“Precisamos de nos focar em supercomputadores, na tecnologia e Big Data. O metaverso, por exemplo, oferece o nível mais alto de simulação para treinar as nossas forças em qualquer ambiente. A modernização científica dos exércitos é fundamental para que, através do conhecimento, possamos garantir a paz e o respeito entre as nações”, sublinhou o general.
Durante a abordagem, o chefe do Estado-Maior General adjunto das FAA referiu que o uso do conhecimento científico para fins militares deve merecer reflexão permanente, tendo em conta o impacto que as descobertas científicas exercem sobre a humanidade.
“O uso do conhecimento científico, com propósitos abertos, deve ser discutido desde já, porque a ciência não é feita para consumo velho. Ela possui um vigor próprio e, acima de tudo, é feita para o bem da sociedade e para o desenvolvimento do ser humano”, frisou.
O general salientou que a investigação científica responde, essencialmente, a três grandes objectivos: o prestígio internacional das nações, a defesa da soberania dos povos e a criação de condições dignas de vida para as populações.
in JA