Quadros do MESCTI em formação no exterior denunciam falta de subsídios
Quadros do MESCTI em formação no exterior denunciam falta de subsídios
ministra regina

Professores ligados ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) denunciaram a falta de apoio financeiro para a sua formação no exterior, reclamando pela ausência de respostas quanto à reabertura do programa de bolsas de estudo interno.

Ao Imparcial Press, os docentes revelam que, desde 2023, as candidaturas para as bolsas de estudo no estrangeiro não foram abertas, deixando muitos professores em situação de vulnerabilidade nos países onde se encontram a estudar.

De acordo com o relato, o programa de bolsas, criado para apoiar a formação de docentes na diáspora, tem estado inactivo, e o MESCTI não tem fornecido qualquer explicação ou previsão sobre o seu restabelecimento.

“Estamos a viver em condições precárias, sem subsídios, e os nossos salários, que são enviados para Angola, não são suficientes para sustentar as nossas famílias e garantir a nossa sobrevivência nos países onde estamos a estudar”, afirmam os professores.

A falta de apoio tem causado sérias dificuldades aos docentes, que relatam não ter condições para pagar a renda, comprar alimentos, adquirir material de estudo ou cobrir outras despesas básicas.

“Muitos de nós já fomos despejados das residências arrendadas e estamos a viver como pedintes. Estamos exaustos e desesperados”, acrescentam.

O descontentamento dos professores intensificou-se com a informação de que a actual ministra Paula Regina Simões de Oliveira pretende incluir docentes de instituições privadas no programa de bolsas financiado pelo Estado.

Para os docentes do sector público, essa decisão é motivo de preocupação e frustração. “Não entendemos a razão pela qual os docentes de instituições privadas, que fazem parte do sector empresarial, deveriam ser incluídos num programa sustentado pelo Estado. Esta questão precisa ser esclarecida”, afirmam.

Os professores apelam à ministra Paula Regina Simões de Oliveira para que delibere urgentemente sobre a situação e que o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) retome o programa de bolsas para os docentes no exterior.

“Estamos a pedir socorro e ajuda. Não podemos continuar a viver nesta incerteza, sem qualquer apoio para completar a nossa formação”, concluem os docentes na sua denúncia ao Imparcial Press.

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