
O ministro do Interior, Manuel Homem, anunciou ontem, sábado, durante uma visita à província do Zaire, a instauração de um inquérito para investigar a persistência do contrabando de combustível no posto fronteiriço de Kanga Nguvo, situado na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).
Fontes locais relataram que o posto fronteiriço de Kanga Nguvo é utilizado por figuras influentes que transportam grandes quantidades de combustível em camiões-cisterna para a RDC.
Classificado pelos serviços de segurança nacional como um ponto crítico para actividades ilícitas, o posto tem sido um foco de contrabando de derivados de petróleo, situação que, segundo o ministro, “não se justifica”.
Manuel Homem afirmou ter instruído a equipa de inspecção do Ministério do Interior e o Comando-Geral da Polícia Nacional a conduzirem um inquérito detalhado para determinar as razões que impedem o encerramento do posto.
O governante foi enfático ao afirmar que, caso sejam identificados agentes ou oficiais da corporação envolvidos nas práticas ilícitas, estes serão exemplarmente responsabilizados criminalmente.
Durante a sua jornada de trabalho de 48 horas à província do Zaire, que incluiu visitas aos postos fronteiriços de Luvo e Kanga Nguvo, Manuel Homem sublinhou a necessidade de intensificar o combate ao contrabando e outros crimes transfronteiriços.
Como parte das iniciativas para fortalecer a vigilância nas fronteiras, o ministro anunciou a implementação de novas tecnologias de monitorização.
Foram entregues à Polícia de Guarda Fronteiras no Zaire dois drones de alto desempenho, capazes de monitorizar áreas de até 20 km, uma medida que visa aumentar a eficácia no combate a actividades ilícitas ao longo do perímetro fronteiriço.
Manuel Homem aproveitou a sua visita a Mbanza Kongo para apresentar o novo delegado do Ministério do Interior e comandante provincial do Zaire da Polícia Nacional, comissário José António Gaspar, que substitui Firmino Uyamba.
Esta foi a primeira visita oficial do ministro ao interior do país desde a sua nomeação, destacando a sua preocupação com a vulnerabilidade das fronteiras e o compromisso em reforçar as ações de controlo. A comitiva encerra a missão e regressa este domingo a Luanda.