Goethe-Institut promove ciclo de cinema “Memórias Marginalizadas”
Goethe-Institut promove ciclo de cinema "Memórias Marginalizadas"
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O Goethe-Institut Angola vai realizar, entre os dias 22 e 25 de maio, o ciclo de cinema “Memórias Marginalizadas”, que levará à tela cinco documentários africanos focados em narrativas pouco reconhecidas nos seus contextos históricos e sociais.

As sessões, segundo a nota enviada à redacção do Imparcial Press, decorrerão simultaneamente em quatro cidades: Luanda, São Tomé e Príncipe, Salvador (Brasil) e Berlim (Alemanha).

Em Luanda, os filmes serão exibidos gratuitamente no emblemático Cine São Paulo, com sessões diárias que celebram as vozes e memórias de pessoas e lugares marginalizados em cinco países africanos: Angola, África do Sul, Sudão do Sul, Quénia e Benim.

A programação inclui:

  • 22 de maio, 18h30“Mário”, de Billy Woodberry (Angola, 2024, 2h)
  • 23 de maio, 18h30“Não se Atrase para o Meu Funeral”, de Diana Keam (África do Sul, 2023, 53 min)
  • 24 de maio, 17h00“Não há Caminho Simples para Casa”, de Akuol de Mabior (Sudão do Sul, 2022, 1h24)
  • 24 de maio, 19h00“Nossa Terra, Nossa Liberdade”, de Meena Nanji & Zippy Kimundi (Quénia, 2023, 1h39)
  • 25 de maio, 18h00“Dahomey”, de Mati Diop (Benim, 2024, 1h08)

Este ciclo faz parte da programação cultural do Goethe-Institut Angola para 2025, ano em que se assinalam os 50 anos da independência de Angola.

A escolha da data coincide propositadamente com o Dia de África (25 de maio), destacando o compromisso do Instituto com a valorização das memórias africanas, especialmente aquelas que, por décadas, permaneceram à margem da historiografia dominante.

“Memórias Marginalizadas” propõe uma escuta ativa das histórias esquecidas — histórias que pertencem a todos, mesmo que provoquem diferentes emoções, da alegria à tristeza, ou até indiferença. Como sublinha o Goethe-Institut, tratam-se sempre de nossas memórias comuns.

A iniciativa estende-se a CACAU (Centro Cultural de São Tomé e Príncipe), à Casa de Angola na Bahia (Salvador) e ao cinema SİNEMA TRANSTOPIA (Berlim), reforçando o diálogo cultural entre África, a diáspora e a Europa.

Desde a sua abertura em 2009, o Goethe-Institut Angola tem promovido o intercâmbio cultural entre a Alemanha e os países lusófonos africanos, com foco em formação, criatividade e internacionalização de projetos culturais.

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