Ali Bongo acolhido em Angola após negociações diplomáticas lideradas por João Lourenço
Ali Bongo acolhido em Angola após negociações diplomáticas lideradas por João Lourenço
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O ex-Presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, chegou esta sexta-feira a Luanda acompanhado da sua família, após a sua libertação pelas autoridades gabonesas. A recepção do antigo chefe de Estado resulta de intervenções diplomáticas do Presidente angolano, João Lourenço, em coordenação com a União Africana.

Segundo uma nota oficial da Presidência da República de Angola, a libertação de Ali Bongo e da sua família foi o desfecho de esforços conduzidos por João Lourenço junto do general Brice Oligui Nguema, Presidente de transição do Gabão.

As negociações intensificaram-se após a visita oficial de João Lourenço a Libreville, na segunda-feira última, onde se reuniu com as autoridades gabonesas e manteve um breve encontro com Bongo (vide aqui: João Lourenço visita Ali Bongo Ondimba durante deslocação oficial a Libreville).

Ali Bongo, de 66 anos, governou o Gabão entre 2009 e 2023, sucedendo ao seu pai, Omar Bongo, que liderou o país durante mais de quatro décadas.

A sua presidência foi abruptamente interrompida em Agosto de 2023, quando foi deposto por um golpe militar momentos após ser anunciado vencedor de uma controversa eleição presidencial. A sua destituição marcou o fim de uma dinastia política que perdurou por 55 anos.

Desde então, Bongo viveu sob forte vigilância militar na sua residência privada em Libreville, alegando estar privado de comunicações e separado da sua família.

Em Setembro de 2024, anunciou publicamente a sua retirada definitiva da vida política, afirmando não querer constituir uma ameaça à estabilidade do país e apelou à libertação da sua esposa, Sylvia Bongo, e do filho Noureddin, ambos detidos sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e manipulação do ex-Presidente, especialmente após o AVC que sofreu em 2018.

No entanto, o gesto de Angola, ao receber a família Bongo, poderá representar um novo capítulo na busca por soluções pacíficas para crises políticas pós-golpe em África.

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