Mulheres lideram casos de tentativa de suicídio em Luanda
Mulheres lideram casos de tentativa de suicídio em Luanda
zungueira

As mulheres lideram os casos de tentativa de suicídio, em Luanda, com uma taxa de incidência de 69% das mais de três mil ocorrências registadas no primeiro de semestre de 2025, segundo o Programa Provincial de Saúde Mental (PPSM).

Os municípios mais afectados foram Kilamba Kiaxi, Camama e Kilamba, envolvendo adultos dos 24 aos 45 anos de idade, indicam dados divulgados, quarta-feira, em Luanda, pelo supervisor do PPSM, Sebastião Kinguati André, durante a II Conferência Provincial sobre o Dia Mundial de Prevenção contra o Suicídio.

No mesmo período, 26 mil pacientes foram atendidos com várias patologias, tais como 12 mil casos de transtornos neuróticos secundados pelo estress, três mil com transtorno de humor e dois mil com transtorno somático, ultrapassando os 10 mil assistidos no mesmo período de 2024.

Sebastião André alertou para os sinais que antecedem ao suicídio como isolamento, frases como “estou cansado de viver”, “qualquer dia vou desaparecer”, “a vida já não faz sentido” e outras.

Indicou que o Programa de Saúde Mental está presente em 16 municípios da capital do país e funciona nas direcções municipais, nos hospitais e nos centros de saúde.

Precisou que o programa é apoiado com 300 técnicos, sendo 230 especialistas ligados à psiquiatria, à psicologia da cíinica e à defectologia bem como assistentes sociais e 70 voluntários na condição de estagiários, para além o núcleo de parceiros que trabalham em clínicas privadas.

Disse que o encontro desta quarta-feira visou sensibilizar a população aos sinais de alerta para o suicídio e trazer especialistas para traçarem estratégias de prevenção e pósvenção, para minimizar os números relevantes existentes.

O director de gabinete de saúde de Luanda, Manuel Duarte Varela, afirmou que a acção de tirar a vida é um fenômeno que acompanha a humanidade, desde os seus primórdios, sendo essencial compreende-la sobre uma perspectiva histórica e global, configurando-se como uma das mais complexas e urgentes questões de saúde pública.

Segundo ele, a actividade visa mobilizar parceiros em todo o país na prevenção e combate ao suicídio, numa campanha denominada “Se Precisar Peça Ajuda”.

Adiantou que o “Setembro Amarelo” predispõem -se em formar e informar as pessoas sobre os suicídio, uma prática normalmente provocada pela depressão.

Considerou o lançamento da campanha Setembro Amarelo, uma iniciativa impar em busca da consciencialização sobre a prevenção que tem como propósito alertar a população a respeitar e da realidade práticada em Angola e no mundo inteiro, certos de que a melhor forma de evitar um suicídio é através de diálogo constante e discussões que abordem o problema.

Os participantes da II Conferência falaram, em mesa redonda, sobre “A prevenção, Pósvenção e Intervenção do Suicídio no Ambiente Escolar, Hospitalar”, “Estratégias Para Minimizar Impactos Emocionais e Evitar o Surgimento de Novos Casos, Saúde Mental em Luanda -Acessibilidade dos Serviços de Saúde Mental na Capital.”

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